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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um grito de Liberdade

Preto_Velho1

A pedidos, posto logo abaixo o Ponto de Preto Velho – Um grito de Liberdade.

A letra é linda e vale a pena ouvir!!

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Arco-Íris

Pote de Ouro

arco-iris

Hoje, ao acordar, fui até a janela e me deparei com algo lindo. Sabem aquela história do Arco-Íris e do pote de outro no final dele?

Então, lindo e magicamente, lá estava ele na minha janela. O início do Arco-Íris bem na minha janela, cores lindas e bem definidas pulsantes no tempo e exatamente na minha frente! Meu coração ficou extasiado e eu maravilhado com a visão e como que por mágica ele desvaneceu logo em seguida e assim começou meu dia. Não tentei interpretar ou explicar, apenas agradeci o que vi e senti porque pra mim foi um presente lindo.

Ao comentar com minha irmã, ela me disse: “A interpretação que tive disso foi que tudo começa e vem da gente.” Foi aí que parei pra pensar na história do pote de ouro no “pé” do Arco-Íris e refletir sobre aquele momento.

Realmente, tudo começa e vem da gente, experiências boas ou tuins. Tudo realmente vem da gente e naquele momento eu encontrei meu pote de ouro, meu e demais ninguém! Que vibra, brilha, enriquece e me ensina, mesmo que com dores, às vezes: meu coração.

Cada um tem seu pote de ouro e ele está sim no pé do Arco-Íris. Hoje acredito nisso mais do que nunca, e esse Arco-Íris não está além da montanha como sempre vimos e falamos quando crianças, mas sim dentro de cada um de nós e é lá que precisamos encontrar seu “pé” e, lá, certamente, encontraremos o tão desejado pote de ouro. Naquele momento mágico, onde menos esperamos e nos deparamos com a verdade essencial que sempre possuímos, mas que pelas dificuldades interiores de cada um, muitas vezes deixamos de ver e sentir. Toda Verdade que buscamos, muitas vezes fora de nós, acredito estar dentro de nosso íntimo.

DEUS2Até mesmo Deus, que muitos procuram em templos, igrejas e terreiros, onde Ele está mesmo? Em nós! Dentro de cada um de nós, pois somos Vossas centelhas Divinas, possuidores da essência d’Ele e a partir d’Ele, existimos. Quando não encontramos Deus dentro de nosso íntimo primeiro, não encontramos a Fé verdadeira que deve existir em nosso coração sem uma explicação exata ou coerente, pois o ato de ter Fé é nada mais nada menos que acreditar naquilo que muitas vezes não se pode explicar nas condições humanas que nos encontramos e consequentemente, não encontramos Deus em nenhum outro lugar.

Nossas melhorias, nossa evolução e nosso aprendizado perante as vicissitudes da vida também só dependem de nós mesmos e por isso desejo que cada um de meus irmãos de Fé busque seu Arco-Íris e encontrem seu Pote de Ouro dentro de si. Espero de coração que um dia acordem e vejam, assim como eu, suas cores vivas e vibrantes em suas janelas e entendam que tudo parte de cada um de nós.

Que Pai Oxalá nos abençoe cada dia mais e nós fortaleça Fé verdadeira em nosso íntimo e Pai Oxumarê nos dê o conhecimento para conseguirmos renovar o que precisamos em nossas vidas para sermos cada dia melhor!

por Nondas Okiama – contatos: okinondas@gmail.com
Créditos: JUS – Jornal de Umbanda Sagrada

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domingo, 3 de julho de 2011

Pitangueira

Herbs and Spices

Faz tempo que não posto nada sobre ervas e o JUS tem uns artigos bem interessantes sobre elas. É um desses artigos que vou compartilhar aqui!

980herbsEspaço do Erveiro

Salve sagrados irmãozinhos e irmãzinhas em Jurema. Saravá! O espírito das ervas é verdadeira Imanência Divina.

De acordo com o dicionário Aurélio, é definida imanência como a qualidade que existe em algo e não é separado dele, independente de ação exterior; que está contido e que um ser participa, ou que tende, ainda que por intervenção de outros seres.

As ervas carregam um poder único, indivisível, mesmo que esteja adormecido. Esse poder ou poderes contidos na erva, quando ativados corretamente, proporcionam ao ativador ou ao objetivo a ser beneficiado, a realização desse poder em integridade ou em partes. Dependendo da ação e principalmente do merecimento mútuo.

Muitas são as formas de ativar uma erva ou um preparo com elas. Cada contexto religioso procurou da sua forma proteger o conhecimento para que não caísse em mãos erradas, para que permanecesse em “família” e para que fosse ferramenta de poder.

Sabemos que o conhecimento é poder, e esse poder realizador pode ser positivo, para o bem e para o progresso do ser humano, ou negativo, involutivo mesmo.

A inexatidão causada por essa necessidade de proteção do conhecimento sobre as ervas, causou e causa muita confusão. A associação das ervas aos sagrados Orixás é um exemplo disso. Muitos escritos sobre ervas apontam uma ação do elemento vegetal atribuída a um Orixá, mas depende da interpretação, velada ou não, dessa divindade.

surinam cherry

Um exemplo é a pitangueira (Eugenia uniflora L.), suas fiolhas e frutos. Em diferentes contextos e regiões, a pitanga é atribuída a um Orixá ou Divindade diferente.

ossaimNa cultutra jêje nagô, de acordo com o Professor Doutor Pessoa de Barros, é associada a Oxum e Ossaim,
pois suas folhas perfumadas são usadas para forrar os barracões em dia de festa dessa Mãe Orixá, pois atraem a prosperidade assim como seu banho e sacudimento (bate folhas).

Os batuqueiros no sul do país associam-na à purificação na vibração de Mãe Iansã.

Há um inconsciente popular que associa a pitanga à Pai Ogum. Talvez por aparecer em vários preparos de descarrego ou purificadores de acordo com Verger.

E quem está certo: Como podemos definir a “verdadeira” vibração da erva e sua associação com o Orixá correto?

No nosso ponto de vista em Magia Natural; e eu prefiro usar esse termo pois a magia natural não tem dono senão nosso Divino Criador e seus mecanismos reguladores; a definição vibratória está na natureza e seu poder transformador latente está disponível a quem se digna a usá-lo com amor, bom senso, e critérios de respeito às coisas divinas.

A erva carrega um poder realizador que é associado a um ou mais verbos, uma coloração energética que é perceptível pela mediunidade, entre outros fatores provenientes dessa Imanência Divina que citamos, e que é capaz de desencadear a partir de uma ativação religiosa, onde a presença do guia espiritual é vital, ou magística, onde a iniciação aos mistérios Divinos é imprescindível, seu fantástico poder de realização.

Quando interpretamos uma erva pelo seu simples formato, aroma, toxidade, coloração física, ligamos apenas os sentidos materiais de percepção visual, olfativa, tátil e de paladar. Para perceber como essa erva funciona no seu estado imaterial, energético mesmo, precisamos de apurada sensibilidade e de parâmetros que nos guiem para uma melhor interpretação.

Nunca canso de dizer que se temos hoje uma forma de interpretar as vibrações, sentidos e elementos ligados as 7 linhas da Umbanda, é graças ao corajoso trabalho do nosso amigo e mestre Rubens Saraceni no campo campo da Magia Divina e da Teologia de Umbanda. Antes desse trabalho, fundamentado por mais de 50 livros publicados, não havia sido tratado com tanta coerência as coisas simples do terreiro, que sabíamos na prática, mas desconhecíamos em essência.

A associação de verbos como o poder realizador, fatores de toda a criação, só foi possível com o trabalho do Mestre Rubens, que trouxe simplificação, entendimento e conhecimento para o simples. Lembro também do apoio que o Rubens nos deuquando criamos os primeiros cursos de uso reitualístico de ervas, e todo o trabalho reafirmado através da abertura da magia das sete ervas sagradas, cujo campo é maravilhoso, simples e divino, e sou muito grato a ele e aos mestres da luz por terem permitido tudo isso.

Voltando à pitanga, para nosso entendimento de ligação com o Orixá, buscamos a forma que a erva trabalha no campo astral humano, e no campo astral de uma casa por exemplo.

Porque ela é vista como uma erva de limpeza e prosperidade?
Vamos analisar.

A pitanga “movimenta” tudo o que toca com sua vibração. Tira do lugar comum, ajuda a tomada de decisões, pois movimenta o pensamento. É direcionadora por excelência, colocando cada coisa no seu lugar. Ajuda, desde que ativada com esse propósito, a encontrar o melhor caminho, a melhor saída e solução para um problema.

iansa

Num pirmeiro momento, poderíamos dizer ser a pitanda uma erva de Ogum, mas analisando mais detalhadamente seu campo de ação, indiscutivelmente chegamos a vibração de Mãe Iansã.

Isso não quer dizer que seja a única vibração presente, pois o fator ogum (3)expansão, de dentro para fora. Nesse caso encontramos Oxóssi. E infalivelmente há também a vibração de Ogum, pois ela carrega de forma sutil, fatores cortadores para que esse direcionamento seja íntegro, ouseja, poderíamos concluir numa frase que: A Pitanga movimenta cada coisa para seu devido lugar!

Mente, corpo, espírito. As ervas lidam com nosso bem estar global. Aqui demos um exemplo de definição de ervas x Orixás para apenas uma erva. Vamos associá-las a outras.

Pitanga + Aroeira + Arruda = limpeza, ordenação, razão.
Pitanga + abre caminho + rosas vermelhas = motivação, interesse, indicada para depressão e preguiça.
Pitanga + rosas vermelhas + Artemísia = auto estima.
Pitanga + jasmim + alfazema + anis estrelado + água de côco = aceleração do desenvolvimento mediúnico
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Autor: Adriano Camargo
adriano@ervasdajurema.com.br
www.erveiro.com.br
Créditos: JUS – Jornal de Umbanda Sagrada

 

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sábado, 2 de julho de 2011

Quiumba ou “Guia 2”?

6180demonioEu estava lendo o JUS (Jornal de Umbanda Sagrada) deste mês e me deparei com um texto bem interessante que vou dividir com vocês.

Os ‘Guias’ estão ameaçando me destruir

Recentemente eu ouvi este comentário: “A minha cunhada recebeu a pombagira lá em casa e ela me ameaçou, dizia que iria destruir a minha vida!”. A pessoa me fez este comentário assustada e em seguida me fez a seguinte pergunta: “O guia tem poder para isso? Ela pode agir assim? O que eu faço agora?”.

Estes comentários são comuns diante deste cenário, acho que até eu os faria se não conhecesse a estrutura da Umbanda, porém, não é comum uma entidade de Umbanda falar que vai “destruir a vida de alguém” e, ainda mais, com tanta convicção.

AlmaSe realmente são entidades de Luz, então estão para nos ajudar, auxiliar, orientar e direcionar. Umbanda é uma Religião e só pode fazer o bem, logo esta frase que possui um teor devastador não pode sair de uma entidade de Luz e muito menos de uma entidade que possa trabalhar na Umbanda, mas existem avaliações que devem ser levadas em consideração para tal fato ter ocorrido.

Os Guias existem para nos proteger e nnos ajudar a evoluir, mas ameaças são semrpe ameaças e devemos entender o fundamento dessas neste caso.

Estamos em constante processo de evolução. Será que o Guia não queria dar um susto para uma correção de problemas presentes onde poderão agravar-se no futuro e talvez até mesmo se tornarem irreversíveis?

Às vezes cometemos erros, ou andamos por caminhos incorretos, onde a única forma de acordar é dando um susto, o que não é uma forma muito comum de chamar a atenção de alguém  Será então o caso da pessoa ser o famoso “Lobo em pelo de Cordeiro”? Aquele que parece ser a melhor pessoa do mundo, mas no fundo é alguém manipulador, encrenqueiro, falso, mentiroso, etc. e, devido a isso, o suposto Guia vem e te dá um '”susto”?

Existem os “supostos Guias espirituais”, que eu costumo chamá-los de Quiumbas, onde se passam por Guias e na verdade não são. Eles apenas estão com vontade de azucrinar, de atrapalhar e de confundir você bem como todos ao seu redor. Neste caso, precisamos conhecer muito bem nossos Guias para que não tenhamos influências negativas destas obscuras entidades, mas existe também, em minha opinião, o pior dos casos, costumo chamá-los de “Guia 2” e para falar a verdade é o mais preocupante de todos. Porque muitas vezes as pessoas possuem as intenções, vontades, só não têm o essencial “a coragem” para expor suas vontades naturalmente ou dizer o que pensa, então acabam utilizando a “imagem” de um suposto Guia, o famoso “Guia 2 “, como máscara para relatá-las. Nestes casos, existem aqueles que bebem em demasia, que se rebelam, que se dizem ser os matadores, aquelas que se esfregam, etc.. Então, a pessoa supostamente com o “Guia” faz um monte de pedidos e fala muita atrocidade, sendo que, para aqueles que não conhecem, sentem-se indefesos e até mesmo com medo, porque não conhecem a estrutura da Umbanfa e acabam acatando tudo que o suposto “Guia’ está pedindo, gerando uma visão muito errada da Religião, mas conseguindo satisfazer suas vontades.

1mi

Mas como a Umbanda vê isso? Com relação à estrutura da Umbanda: “Umbanda é uma Religião e por isso só pode fazer o bem!”, com base nisso fica um pouco complicado crer que uma Entidade que trabalha para o BEM dentro das Leis de Deus, possa fazer mal contra alguém, mesmo que esta pessoa venha merecer. Mas, a Justiça Divina é quem deverá se encarregar desta tarefa e não nossos Guias ou seres encarnados.

No caso citado, o que devemos observar também é que a cunhada pode ter algo contra a pessoa e não tem coragem de dizer e, desta forma, começa a utilizar desta “ferramenta” como uma fuga para exteriorizar o que sente ou o que deseja. Precisamos tomar muito cuidado com este tipo de “entidade” que deseja a destruição do próximo. Será que uma entidade de altíssima graduação e luz faria isso mesmo? Desejaria a destruição? Isso tudo está contra os preceitos de nossa Religião, Umbanda.

Mas, o que eu devo fazer no caso de ser um “Quiumba” ou até mesmo um “Guia 2”? Vire as costas e saia, deixe-o(a) sozinho(a), porque se realmente for um “Quiumba” ou “Guia 2”, com quem ele poderá discutir se deixá-lo(a), sozinho(a)? Se não tem com quem brigar, então não tem briga, É simples, ninguém gosta de discutir sozinho, até porque a discussão é algo que acontece no mínimo entre duas pessoas e neste caso se você deixa de lado, logo perde o sentido da “entidade” estar presente e tentar te ameaçar.

Agora, se você resolver ficar para ouvir, ou por medo, ou para debater ou por curiosidade, você irá escutar o que não quer ouvir ou o que não precisa ser oudivo.

Mas, se no caso a suposta entidade continuar com isso, conduza a pessoa até um centro contando o caso para o(a) Dirigente, pois a pessoa necessita de Doutrina, necessita de ensinamentos e muita orientação. Lembrando que não são as entidades que necessitam d eDoutrina e sim nós que precisamos muito desses princípios.

Danilo L Guedes – 28/04/2011 –
srcatacumba@gmail.com Revisado
por: Raquel Carpani de Oliveira
Créditos: JUS – Jornal de Umbanda Sagrada

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eu quero ser o padrinho

exuzepilintraCerta vez li em uma revista de Umbanda, cuja não lembro o nome agora, um relato curioso sobre Zé Pelintra.

Vamos a ele.

Contava que uma mulher, Maria, ia em um terreiro, cujas giras eram de 15 em 15 dias, às sextas-feiras. Em uma dessas sextas-feiras Maria saiu tarde do serviço e sabendo que não daria tempo para ir ao terreiro, chateada foi para casa. Enquanto caminhava, começou a pensar em um sonho que estava tendo há dias: Seu Zé Pelintra aparecia pra ela e dizia que queria ser o padrinho e ela não entendia, padrinho do que? Maria estava completamente absorta nos seus pensamentos e não percebeu que ela estava próxima de dois garotos sentados na entrada da ruela em que ela morava. Os dois garotos se levantaram e anunciaram o estupro. Maria não tinha nada a fazer, ela estava sozinha e os dois garotos eram mais fortes.

fant-renoirsantos2Ela, sem muitas opções, fechou os olhos para não ver tal atrocidade, qual não foi sua surpresa que ela ouviu algo como dois golpes de capoeira. Os dois garotos caíram mortos ao lado de Maria que, em choque, desmaiou. No dia seguinte acordou no hospital, onde ela descobriu estar grávida e onde contaram-lhe sobre o paradeiro dos dois garotos. Quinze dias depois, Maria foi no terreiro e lá estava seu Zé Pelintra em terra, e quando este avistou Maria, logo lhe disse:

- Em afilhado meu, nego nenhum põe a mão.

Essa história, lenda, relato, verídica ou não, é uma história que me emociona muito, pois tenho nutrido dentro de meu coração um carinho muito grande por seu Zé Pelintra.

O que podemos extrair deste texto é que os guias de fato, olham pela gente, mesmo que não sejamos o cavalo, o instrumento de trabalho, deles, nos mostram que com fé qualquer inimigo pode ser derrubado, qualquer mal pode ser afastado do caminho. Em outras palavras, nunca perca sua fé.

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sábado, 25 de junho de 2011

O Idiota

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Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 Réis e outra menor de 2.000 Réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei. – respondeu o tolo. – Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.

Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não tem uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação, porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam… é problema deles!

Créditos: JUS- Jornal de Umbanda Sagrada

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

O arrogante

1arroganteVocê é o “Cara”? E eu sou o Exu!

Lá na Bahia, dizem que o cabra quando canta bem, dança bem, fala melhor ainda, requer ser o primeiro da fila nas coisas boas, julga ter os melhores protetores espirituais, fala com todos os Orixás e de Olorum é o escolhido. Da coisas de rezas, todas conhece, firmezas e assentamentos. Os ebós, participou dos mais eficientes. Da Jurema foi mestre e no catimbó, assessorou o Santo. O Candomblé, o traduziu dos africanos e sabe mostrar nos búzios o que vai acontecer.

Nas pradarias e campos abertos, enlaçou o bezerro para os boiadeiros. Cantou no mar para as Sereias. Firmou a balança de Xangô e nas mesmas pedreiras e cachoeiras, projetou o amor que é de Oxum. É um exímio curador e de tanto saber, quer ensinar. Denomina-se o professora dos professores, quando não, o douto se interpõe na cátedra da vida, acima das conquistas, evitando em falsetes os que o questionam e sempre quer aprimorá-los pois considera-se o melhor.

Diz que quando quer, vai às Trevas e ampara-o os de lá o atendendo no que pedir. Noutras, repara os maus dos homens quando o recebe segundo promete, o Senhor do Bonfim. Diz ter amplo trânsito e resolve todos os problemas.

Então dizem que este cabra é o “Cara”! E ele todo cheio de si, fica perguntando: “Quem é o Cara?”
Dizem logo os interessados: “É tu!”
E ele logo sentencia bons agouros para seus fiéis interesseiros.

Mas como ele não vê o ar porque não dá para dominá-lo e assim, ninguém pergunta, mas o ar o vê e registra tudo; então Ogum vai à Lei deixando ele limpar tudo, levando os interesseiros, magos negros, mercadores da falsa fé, egoístas e preguiçosos para com a Luz do Senhor do Bonfim e de Olorum pois sempre tem um Marinheiro às suas esquerdas, remando forte, cercando com suas redes os “peixes” que se emocionaram nas mesmas sintonias.

O sabe-tudo, que é o Cara, vai alimentando-se de ilusões. Parece que não conhece o sofrimento que lhe avisa dos erros e assim vai enganando a todos que nele crêem, sempre com os objetivos que são a coleção do que lhe convêm, sobretudo mais dinheiro, posses e poder. Mulheres também, porém, como ele diz, só as que o reconhecem como Rei.

Falso malandro de conversa fiada encontrou um dia forte capoeira versado e cruzado nas linhas de UMBANDA SAGRADA que humildemente firmava para seu Santo na mata e , incomodado, pediu-lhe o silêncio no favor, ouvindo então que ele é que deveria silenciar-se pois, afinal, estava em frente do homem que era o “Cara”!

Sabendo de sua história, o filho de fé não interveio e na continuidade de suas preces, pediu auxílio para o incômodo.

Caboclo VentaniaPois era o que faltava! Ninguém se atrevera a desafiar o seu enunciado e pretensioso poder. Assim, abriu-se um portal e Exu Tranca Ruas travestido na figura de simples caboclo, surgiu do seu lado anunciando vender cocos e disse:

- Quer coco sinhô? Vendo coco, sinhô! – e ouviu:

- Cabra, tu é louco? Olha quanto coqueiro carregado de frutos que tem aí, e tu vens vender coco aqui? Ouça o que lhe digo pois eu sei de tudo.

-Eu sei, meu rei…. você é o Cara!

Viu neste momento o sorriso soberbo nos lábios do vanglorioso sendo reconhecido que manifestou:

- Óxente, tô vendo que tu não é louco, mas diga lá, cabrinha, o que tu queres, já que me reconheceu? Eu te concedo um pedido. Qualquer coisa, diga lá.

- Hum … não preciso de nada …

- Como não, homem? Tá aí todo rasgado, todo magro e carregando coco que ninguém vai comprear pois tem de graça por aí… diga o que quer, eu concedo, eu sou o Cara.

- Quero nada não sinhô.

- Ora, peça: Quer dinheiro? Quer mulheres? Quer posses?

- Então tá bem, já que o sinhô insiste, eu peço.

- Peça logo que tenho que mostrar pro cabra aí rezando quem sou eu!

- Tá bom. Eu quero ser o CARA!

- O quê? Impossível… só tem um Cara abaixo de Olorum e dos Orixás e acima das Trevas e este cara sou eu.

- Mas o senhor prometeu…

- Ah, mas esse pedido não pode. Tu escolhe outro.

- Mas não pode por quê?

- Porque eu sou o escolhido.

- Mas, e quando tu morrer?

- Ora, eu falo com o maioral das almas e volto.

- Puxa vida! E como o sinhô consegue essa proeza do maioral?

- Ora, eu vou alimentando-o.

- E com quê?

- Óxente, tá querendo saber demais. Com coco é que não é, ha ha ha! Mas é com a vida de idiotas como tu, ha ha ha…

- Deve ser mesmo, sinhô porque o que a gente vê dentro do sinhô é como num coco, só que no coco tem polpa e água e tu, é oco e não tem nada…

- O quê? Como tu ousa falar assim comigo? Agora é que não vai levar nada de bom e ainda vai ganhar um feitiço daqueles.

- O que vai fazer?

- Vou transformar tu num coco… quer ver?

- Quero não, mas duvido que consiga?!

Então o “Cara’ projetou uma das suas magias mais negativas, mas nada aconteceu. Fez de novo e de novo e nada! Resmungou:

- Quem és tu, homem que faz meu poder ser falho contra tu?

- Não sou ninguém, apenas um humilde vendedor de cocos.

- Humilde? O que é isso? Humildade para mim é pobreza de espírito. Eita! E eu perdendo meu tempo com tu.

- Espera aí, sinhô, faz favor, só mais uma pergunta: o sinhô tem fé?

- Mas é lógico, nojento. O que quer perguntando tudo isso?

- Em quem o sinhô acredita… para quem direciona sua Fé?

- Quer saber, idiota, vou te dizer pra depois te destruir nem que seja com a minha peixeira. Eu tenho fé em mim porque os ridículos homens que nem você me dão tudo  quando falo que tenho o poder de realizar o que querem, aí vou inventando estórias que me dão mais poder, e eu fico sendo o “Cara”.

- E o sinhô está feliz sendo o “cara”?

- Lógico, eu tenho um poder imenso sobre as pessoas que me seguem e me procuram e um dia vou ficar muito forte e dominar todo o país, talvez o mundo porque os idiotas sempre querem facilidades para seus benefícios. São medrosos e fáceis de convencer pois é só sentindo medo que acreditam.

- Puxa, realmente o sinhô tem Fé mas a usa erroneamente.

- Ora, seu safado, já perdi tempo demais com tu. Venha cá, prometo que não vai doer e por ter-me oportunado vou enfiar-lhe a faca bem rapidinho no seu coração, tá? Logo você vai estar no céu, ha ha ha;;;

- Não, por favor, eu tenho Fé que só Olorum pode tirar a vida e se alguém o fizer, vai sofrer a maior praga da Lei Maior.

- Ora…não tenho medo de praga. Eu sou o “Cara”. Praga nenhuma me pega. mas já que disse, me responda antes de morrer: qual a maior praga?

- É aquela que afunda para o pior inferno!

- E qual é?

- É a falta de humildade, a mentira que falseia a própria Fé e as dos outros.

- Como é?

- É isso, mas pensei que soubesse pois o senhor não falou que é o “Cara”?

- Sou sim e pela bobagem que falou, vai morrer bem devagarzinho.

Então, o “Cara” sacou seu afiado facão e num golpe certeiro, cortou o pescoço do probre caboclo porém, estarrecido viu que ele nada sentiu e, ao contrário, sentiu o golpe em si, e emdor e prantos a molhar sia garganta, o sangue próprio que lhe vertia já desamparando sua vida.

tranca_ruasAnte o desencarne, sua visão projetou-se no espírito. Viu a figura do Sr. Exu Tranca Ruas. Ouviu sua sentença:

- Trabalho bom que fez para as trevas, hein? Limpou muitos da sua terra para a Lei Maior, he he he… pois saiba que todas estas sombras aí do seu lado são os espíritos dos que você enganou e iludiu em nome da Fé, que semelhantes a você não se pertubaram com a necessidade de aprimorarem os conhecimentos, a razão e a emoção nas Verdades do Espírito. Porque a pior sentença, dentre as piores, é aquela que a soberba, a mistificação, a falta de humildade no saber, a inversão das verdades Divinas, as mentiras, a arrogância faz, no proceder a ilusão e o pior mundo das verdades. Afunde agora, afinal você é o “Cara”, mas eu sou o Exu, he he he!

Ao lado, o humilde guerreiro – o capoeira – encerrou suas preces, agradecendo pois naquele coco que firmara abriu-se o portal que recolheu mais um MISTIFICADOR das coisas de Deus para as Trevas.

O muito mais para baixo. O Embaixo em que todos os “Caras” tem que provar que realmente são os tais, os sabem-tudo, aqueles que pisam no sentimento dos irmãos necessitados de esclarecimentos, de amor, de perdão. Aqueles que contrariam a caridade, o amor e a Fé, escravizando irmãos e a si pelos seus vícios que invertem conhecimentos e retardam a salvação para tantos.

Mas isso aconteceu na Bahia. E nas outras praças, será que existem outros “caras”? Se Exu for visitar a sua, poderá indagar sem ofensas que o “Cara” é tu? Óxente!

Então que Nosso Senhor do Bonfim abençoe a Todos e a Todas as Praças na Graça Maior da Humildade Dele e dos Sagrados Orixás que vêm da Infinita Humildade de Olorum que nos concede TUDO e só pede o reconhecimento de que fazemos parte Dele por Amor, via humildade, respeito e gratidão.

Saravá ao Povo da Bahia!
É da Bahia, óxente!

Mensagem enviada por João Jorge
Lacerda (Lacerdinha) e Vovô Florentino de
Agodô por Douglas O. Elias
Créditos JUS – Jornal de Umbanda Sagrada

Esse texto me fez lembrar uma postagem da @AndreaDestefani em que ela escreveu uma frase magnífica que resume meu pensamento em relação ao “Cara” : “O arrogante não evolui, porque já sabe tudo.” 
E para completar me lembro da resposta que dei ao
@AnjodeAruanda quando tuitou que o primeiro degrau do Paraíso era a Gentileza. Eu respondi que o segundo, era a Humildade. Nós nunca saberemos tudo porque o único que detém tal conhecimento é Deus e mesmo porque se assim o fizéssemos não teria fundamento encarnar e evoluir. E termino essa postagem com essa frase: O cara que é o CARA não se exibe pra ninguém, nem se acha, nem se vangloria, nem pisa nas pessoas, nem esfrega isso no rosto de ninguém, pois seus feitos falam por si, o reconhecimento vem através de seu trabalho, através de seu esforço. E aquele que se acha o CARA geralmente seus feitos dão errados e no fim ele ainda terá que aplaudir aquele que se manteve humilde.

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