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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quaresma: Trabalhar ou não?

quaresma Você sabe se devemos trabalhar na quaresma? Alguns pensam que sim e que é importante, outros já acham que não, que é melhor o terreiro ficar fechado, seja por quais motivos forem.

No Juca saiu um artigo muito interessante que trata isso e – lógico – compartilharei com vocês, porque conhecimento nunca deve ser retido e sim compartilhado.

Quaresma – Sim, devemos trabalhar durante a quaresma!

9550dfe123246ea3003458f7101d029f A Umbanda e o Candomblé tem tudo a ver com o período colonial brasileiro, ou seja, com a época que, para a vergonha de todos nós, o poder branco europeu instituiu a escravidão dos negros para a salvação de suas almas. Dizia-se que escravizar era a forma de fazer com que os negros, e consequentemente suas crenças nos Orixás africanos, se tornassem bons cristãos para salvarem suas almas. Com esse pensamento hipócrita e depois de fracassarem nas tentativas de escravizar os índios brasileiros, a Igreja Católica Apostólica Romana, atendendo às solicitações do Bispo espanhol Dom Bartolomeu de Las Casas, conseguiu do Papa a autorização para que se importassem da África, os negros escravos, alegando que a igreja de Cristo não que se fizesse escravo um homem livre, mas nada tinha a opor que se utilizasse (ou que se comprasse, como se fosse qualquer mercadoria) um homem que já era escravo. Desta forma, contrariando o verdadeiro ensinamento de Cristo, a igreja importou milhões de negros nos quatro séculos que durou a escravidão. Depois o Papa pediu perdão e tudo ficou por isso mesmo...

Ironias e hipocrisias à parte, as cortes europeias, com o apoio dos padres, durante mais de quatrocentos anos tentaram impor aos negros, mestiços e mesmo aos brancos desafortunados, seus valores e sua religião mesmo que, invocando Nosso Senhor Jesus Cristo, mantivesse a riqueza da nobreza europeia à custa da dor, do sofrimento e de sangue destes infelizes africanos. Obrigados a se tornarem cristãos, os negros tinham que renegar suas crenças ao tomarem nomes cristãos e ao cumprirem todo o ritual cristão para não serem punidos pelos senhores brancos.

20080513debret-cafe1 Quatrocentos anos de escravidão tornaram o Brasil um país de mestiços. Cinquenta por cento, ou mais, de sua população é de origem africana. Por isso é que, mesmo mantendo por todo esse tempo sua verdadeira crença nos Orixás, foi preciso esconder suas práticas religiosas nos rituais cristãos. Nosso Calendário Litúrgico é cristão, então, São Jorge passou a ser Ogum; Nossa Senhora virou Iemanjá, Oxum e assim por diante, sempre ocultando dos brancos suas verdadeiras crenças pois sabiam que, se um dia conseguissem se libertar, só seriam aceitos de volta em sua terra se mantivessem seu próprio idioma, suas crenças, seus hábitos e costumes. Como parte dessa cultura religiosa IMPOSTA ficou para nós o já elaborado Calendário Cristão e, como ponto alto desse mesmo calendário, está a prática medieval de se observarem os quarenta dias de resguardo da Quaresma que antecedem a Sexta-Feira Santa e a Páscoa.

A princípio a igreja se mantinha de luto por quarenta dias, começando na Quarta-Feira de Cinzas. Os altares e as capelas menores eram cobertos com panos roxos (Nana?). Toda atividade artística alegre cessava e os Terreiros que funcionavam escondidos, temendo represálias por serem descobertos, cessavam suas atividades. Considerando que as atividades com os chamados Guias de Luz e com os Orixás estão paradas valem-se disso os que trabalham nas sombras, os espíritos dos malignos que aproveitam-se de estarem desprevenidos os homens bons para promoverem o mau.

A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar os Filhos de Fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o Preto-Velho, o Caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mau feito, estaremos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos. É preciso URGENTEMENTE esclarecer que a Quaresma não é Afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição nos assegura o direito de liberdade de crença e os padres já não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição.

Autor: Babalaô Ronaldo Antônio Linares
Federação Umbandista do Grande ABC

 

E aí, vocês concordam? Discordam? Sabiam disso? Qual o parecer de vocês? Deixe nos comentários e eu ficarei muito feliz :D

Até a próxima postagem :D

#EuCarregoaBandeiradeOxalá

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Orixás

Escolhendo entre os textos que tenho pra postar encontrei dois sobre orixás que acho que de certa forma se completam portanto colocarei os dois aqui. Boa leitura e aprendizado! :D

orixas (1)

Orixás

“A Ciência Divina nos ensina que tudo o que Deus projeta tem dupla polaridade”

O Criador não se contradiz em suas Leis e o mesmo que verificamos aqui em nosso plano é fato no “Plano das Divindades”, nossos amados Orixás, onde: Uns são de natureza Masculina e outros de natureza Feminina, uns são de magnetismo positivo e outros de magnetismo negativo, uns são passivos e outros ativos, uns são irradiantes e outros absorventes, uns são cósmicos e outros universais . A classificação, de cósmico e universal, é feita para que possamos distingüir sua forma de atuação, onde:

Os Orixás Cósmicos são considerados ativos pois atuam de forma intensiva a fim de transformar o ser, são monocromáticos e “impõem as suas cores a tudo o que tocam ou trespassam” chegando a alterar a cor original de algo ou alguém; irradiam-se em um único padrão vibratório e só chegam a quem estiver vibrando no mesmo padrão.

Os Orixás Universais são considerados passivos pois atuam no sentido de ressaltar as qualidades já encontradas no ser, são multicoloridos e assim valorizando as cores originais de algo ou alguém; irradiam-se em todos os padrões vibratórios e chegam a todos.

O Criador se manifesta para nós de forma sétupla, em sete irradiações, e para cada uma delas encontraremos um par de Orixás assentados, onde um a manifesta de forma cósmica e outro a manifesta de forma universal, onde um é masculino e outro feminino. Com o tempo, paciência e amor, entenderemos melhor a atuação das Divindades em nossa vida, veremos as qualidades de Deus nelas, e as reconhecendo no semelhante, aprenderemos a ter mais respeito, amor e compaixão pelo próximo. Deixemos de ver os defeitos e passemos a procurar as qualidades de nossos irmãos, a Umbanda nos ensina, sejamos dóceis às orientações do Alto.

Autor: Alexandre Cumino

os orixas

Orixás de Frente, Ancestral e Adjunto

Orixá Ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que este foi gerado por Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutável e eterna. Poderemos reencarnar mil vezes e sob as mais diversas irradiações, e nunca mudará nossa natureza íntima.

Orixá de frente é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção no qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno permanente.

Orixá Adjunto é aquele que forma par com o Orixá de frente, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando ao seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.

A cada encarnação, há troca de regência de encarnação. E nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os Orixás.

Na ancestralidade, todo ser macho é filho de um Orixá masculino e todo ser fêmea é filha de um Orixá feminino.

Existem sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas tão marcantes que é impossível ao bom observador não vê-las nas pessoas.

Podemos identificar a ancestralidade de alguém observando o olhar, as feições, os traços, os gestos, a postura etc., pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência de encarnação, mas não anulada por ela.

Podemos identificar o Orixá Adjunto nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é por intermédio do emocional que ele atua.

Autor: Rubens Saraceni

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quem és Exu?

img_thamuz Quem és, oh Elegbara!? Que com teu falo em riste deixava estupefatos os zelosos sacerdotes do clero católico. Só pode ser o demônio infiltrado nestas tribos primitivas que habitam o solo árido da África, gritavam os inquisidores preocupados. Negros sem alma, que só pensam em se reproduzir, em ofertar para a fertilidade da lavoura, levem-nos para o Brasil e vendam-nos como escravos que lá aprenderão as verdades dos céus. Cá chegando, quem és, Exu, "orixá" amaldiçoado pela dualidade judaico-católica, que não pôde ser sincretizado com os "santos" santificados pelos papas infalíveis...

Quem és, Exu, que os homens da Terra determinam que não é santo e por isto é venerado escondido no escuro das senzalas e seus assentamentos ficam enterrados em locais secretos?

Quem és, Exu, que o vento da liberdade que aboliu a escravidão "enxotou" para as periferias da capital de antanho?

Quem és, Exu, que o inconsciente do imaginário popular vestiu com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas, que por alguns vinténs, farofa, galo preto, charuto e cachaça, atende os pedidos dos fidalgos da zona central que vêm até o morro em busca dos milagres que os santos não conseguem realizar?

Quem és, Exu, que continua sendo "despachado" para não incomodar o culto aos "orixás"? Exu, é entidade?

Então não entra dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações. Aqui não tem lugar para egum...espírito de morto... Exu, fique na tronqueira. Médiuns umbandistas pensem nos caboclos e pretos velhos, não recebam estes Exus, admoestam certos iniciados chefes de terreiro. Eles são perigosos para os iniciantes. Sim, estes iniciantes e iniciados que pelo desdobramento natural do espírito durante o sono físico vão direto para os braços do seu quiumba - obsessor- de fé, e saem de mãos dadas para os antros de

sexo, drogas, jogatinas e outras coisitas prazeirosas do umbral mais inferior. Noutro dia, sonolentos e cansados do festim sensório, imputam a ressaca ao temível Exu.

Oh! Quantas ilusões!!!!!!

Afinal, que és tu, Exu?

Por que sois tão controverso?

Eu mesmo vos respondo...

Iah, ah, ah, ah....

Não sou a luz...

Pois a luz cristalina, refulgente, só a de Zambi, Olurum, Incriado,

Deus, seja lá que nome vocês dão...

Não sou a luz...Logo sou espírito em evolução.

Esta não é uma peculiaridade nossa, só dos Exus, mas de todos os espíritos no infinito cosmo espiritual. Afirmo que não existe espírito evoluído, como se fosse um produto acabado. Todos os espíritos, independente da forma, estão em eterna evolução, partindo do pressuposto que só existe um ser plenamente perfeito, um modelo de absoluta perfeição, o próprio Absoluto, Deus. Assim, perante os "olhos" de Olorum, sou igual aos pretos velhos, caboclos, baianos, boiadeiros, ciganos, orientais... As distinções preconceituosas ficam por conta de vocês.

Não sou a luz, mas tenho minha própria luminosidade, qual labareda de uma chama maior, assim como todos vós. Basta tirar as nódoas escuras do candeeiro que vos nublam o discernimento que podereis enxerga-la, lá dentro de vós, o que chameis de espírito. Há algo que me distingue dos demais espíritos. É o fato de eu não estar na luz. Meu habitat é a escuridão. Os locais trevosos onde há sofrimento, escravidão, dominação coletiva, magismo negativo, castelos de poder alimentados pelo mediunismo na Terra que busca a satisfação imediata dos homens, doa a quem doer. O que eu faço lá?

Eu, um Exu, entre tantos outros, levo a luz às trevas, qual cavaleiro com estandarte em punho. Dentro da lei universal de equilíbrio, eu abro e fecho, subo e desço, atuo na horizontal e na vertical, no leste ou no oeste, atrás e na frente, encima e embaixo, impondo sempre o equilíbrio às criaturas humanizadas neste planeta, encarnados e desencarnados aos milhões. O Cosmo é movimento, nada está parado, nada é estático. Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar- se...

Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar até as retinas...Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força.... Iah, ah, ah... Este equilíbrio não se prende as vontades humanas e aos vossos julgamentos de pecado, certo ou errado, moral ou imoral. Eu atuo no contínuo temporal do espírito e naquilo que é necessário para a evolução. Se tiverdes programado nesta encarnação serdes ricos, o será com axé de Exu.

Se for o contrário, se em vida passada abusou da riqueza, explorou mão de obra, matou mineiros e estivadores de canaviais, e é para o equilíbrio de vosso espírito serdes mendigo, nascerás em favela sentindo nas entranhas o efeito de retorno, com axé de vosso Exu que vos ama, assim como um elástico que é puxado esticando e depois volta à posição de repouso inicial, estarei atuando para que seja cumprida a Lei de Harmonia Universal, mesmo que "julgueis" isto uma crueldade. Eu, Exu, vos compreendo. Vós ainda não me compreendeis.

Eu sou livre, livre e feliz. Vós sois preso, preso e infeliz no ciclo das reencarnações sucessivas.

Eu dou risada. Iah, ah, ah, ah !!!! Sabe por quê?

Porque eu sei que no dia que o Sol não mais existir, vosso planeta for mais um amontoado de rocha inerte vagando no cosmo, estaremos vivos, vivos, muito vivos, evoluindo, evoluindo, sempre evoluindo. Assim como vim para a Terra como caravaneiro da Divina Luz há milhares de anos atrás, assim iremos todos para outro orbe quando este planeta "morrer".

Quando este dia chegar, vós estareis um pouco menos iludidos com as pueris verdades emanadas dos homens e seus frágeis julgamentos religiosos. Eu, Exu, vou trabalhar arduamente para quando este dia chegar, vós estejais menos iludidos e quem sabe livre da prisão do escafandro de carne, assim como eu sou livre, livre, livre e feliz.

Iah, ah, ah, ah, ah.

Ditado pelo Guardião Pinga Fogo

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Caboclo Pena Branca

Caboclo Pena Branca: O irmão universal, um caboclo sem fronteiras

22378243Em 1929, o poderoso cacique Pena Branca, líder dos índios Yaqui do México, liderou uma revolta contra a opressão e a injustiça que vitimavam o seu povo. Desde este momento, nas terras americanas, o mito desta grande entidade nasceu. Pena Branca é hoje um símbolo de liberdade, autenticidade e fraternidade.

Entrando em contato com muitos irmãos de cultos afro-indígenas do México, Caribe e Estados Unidos, fiz esta pergunta a mim mesmo :

-"Será nosso Caboclo Pena Branca, esta mesma entidade ou um representante dela ? "

Certa vez, perguntei ao irmão Alberto Salinas, curandeiro e médium de uma tradição espiritualista mexicana, quais as principais entidades que incorporavam em seu templo. O primeiro nome que ouvi foi : Pena Branca. Em seguida, comentei que no Brasil, também incorporava um índio do mesmo nome. Ele não se surpreendeu e disse que outros "penas" também frequentavam sua sessão de cura, nada impedindo que fossem as mesmas entidades.

Longe dali, no Caribe, existe uma religião chamada de Vinte e Uma Divisões (ou Vinte e Uma Linhas) que é muito parecida com a nossa amada Umbanda. Nos terreiros deste culto, trabalham destemidos espíritos de índios, pretos velhos, exus (ali chamados de candelos) e outros espíritos familiares. Na Linha de Índio Bravo, uma das Vinte e Uma Linhas, encontramos também nosso velho amigo : Pena Branca !

Ali ele baixa, firme e elegante, dando brados e vivas imponentes. Com ele, também incorporam Águia Branca, Índio da Paz e outros "penas" : Pena Azul, Pena Negra, Pena Amarela, etc... Coincidência ?

Nos estados sulistas dos Estados Unidos, existem algumas igrejas espíritas.... Coisa bem diferente, pois por fora parece um templo evangélico e por dentro um terreiro. Os pastores são médiuns e bem íntimos com as manifestações do Mundo Invisível.

O espírito principal que chefia estas igrejas, as vezes chamadas de Igrejas Espiritualistas Africanas, é o Chefe Índio Falcão Negro. Quando o Chefe Falcão se manifesta, ele puxa outros companheiros das aldeias do astral, como Nuvem Vermelha, Águia Negra (nomes de chefes indígenas que existiram) e entre eles está : Pena Branca ! Mais coincidência ?

caboclo_penabranca Algumas fraternidades esotéricas americanas, que cultuam os Mestres Ascencionados como Saint Germain, El Morya e outros bem conhecidos da Nova Era, conhecem um belo Mestre curador. Ele aparece como um índio banhado em branca e luminosa luz, dando sábios conselhos e mensagens. Seu nome ? Mestre Pena Branca. Olha ele aqui de novo....

Em algumas ilhas do Caribe existe um culto chamado Obeah, de origem africana. Dentro dele são celebrados os mistérios dos espíritos de origem indígena taino, etnia local. Existem muitas entidades indígenas, a maioria com comportamento muito arredio e nomes de animais, como Cobra Verde, Pantera Negra, Jaguar Dourado e etc...

Quando incorpora a Falange do Povo Alado, simbolizada pelos pássaros e morcegos, um deles tem um destaque especial. Este espírito se apresenta sério, compenetrado, usa tabaco fortíssimo e uma pena branca na cabeça. Como é chamado ? Índio Pena Branca. Pois então, novamente o encontramos.

Na Venezuela existe um culto belíssimo, semelhante em tudo com a Umbanda de nossa terra. Tem caboclo, preto velho, exu, marinheiro, Orixás e tudo de bom. É a tradição de Maria Lionza, a Rainha Mãe da Natureza.

Na Linha Índia, comandada pelo famoso espírito do Cacique Gaicaipuro, incorporam centenas de caboclos venezuelanos e americanos. Eles trabalham com pemba, bebidas diversas, água, cocares, maracás e todo o aparato ameríndio. Chegam bradando e saudando o povo, que procura semanalmente os irmandades em busca de alívio, socorro material e espiritual.

Certo dia em Bonaire, uma ilhazinha perto da Venezuela, eu participava de um culto de Lionza. Perto do congá, estava um rapaz incorporado com um caboclo. Atento, o índio ouvia pacientemente uma velha senhora e a limpava com um maço de ervas perfumadas. A senhora chorava muito e tremia. No final da sessão, o semblante dela havia mudado. Feliz, ela sentou-se no banco da assistência e orava agradecida.

chefe-caboclo-pena-branca12 Curioso, eu me aproximei e perguntei o nome da entidade que a atendeu. A velha irmã respondeu com reverência. Adivinhem o nome do caboclo. Ele mesmo, o grande índio Pena Branca !

O tempo passou e a pergunta ainda batia dentro da minha cabeça. Será que é o mesmo Pena Branca ? Terá este caboclo conhecido da Umbanda viajado tanto assim ? Afinal, ele é mexicano, americano ou brasileiro ? Quem, afinal, nasceu primeiro, o Pena Branca daqui ou de lá ? Inquietações de um pesquisador, pois os afilhados e médiuns de Pena Branca não ficam, creio eu, tão preocupados com a sua origem.

Uma bela noite, em um modesto e tranquilo terreiro umbandista do interior paulista, acontecia uma gira de caboclo. A líder do terreiro abriu o trabalho e incorporou. Seu Pena Branca estava em terra, em todo o seu esplendor e força. Fiquei atento, lembrei-me do Caribe e pensava em tudo isso que agora escrevo aqui. O caboclo Pena Branca riscou seu ponto, pediu um charuto, deu algumas ordens ao cambono e olhou para onde eu estava. Senti uma estranha energia percorrer minha espinha. Ele continuou olhando e acenou. Me levantei e acenei de volta.

Foi então que ele falou :

- Filho, era eu, lembra ? Tem aí um maço de ervas bem cheiroso para mim ?

Salve Seu Pena Branca !

Autor: Ras Adeagbo

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Oxalá, o Criador

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Quem conhece a música “Oxalá, o Criador”, sabe que é linda e ouvindo-a,  me deu uma vontade de fazer um vídeo que disponibilizo abaixo. Eu sei que o vídeo possui imagens repetidas pois infelizmente não existem muitas imagens dos Orixás juntos.

Espero que gostem ^^

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Os Orixás

Estava escolhendo o texto que abrirá as postagens do blog nesse ano de 2012 e achei este, maravilhoso que se refere às Sete linhas de Umbanda. Vale a pena ler.

As sete manifestações de Deus

os orixas

As Sete Vibrações Divinas são um fluxo de ondas emitidas por Nosso Divino Criador que as subdivide através de suas Divindades, "Os Tronos de Deus", a partir da Coroa Divina. Nossos amados e amorosos Orixás ocupam, portanto, a partir da Coroa Divina, sua função de regentes da natureza, e chegam até nós através de suas vibrações durante todo o tempo.

Vibrações estas que assumem um sentido especial que tanto sustenta como energiza permanentemente tudo o Que Deus emana. (os seres, as criaturas e as espécies). As Sete vibrações aqui enfocadas formam o setenario vibratório e cada uma delas flui em uma faixa ampla, infinita mesmo, alcançando tudo e todos. Cada uma dessas ondas forma a sua tela vibratória e emite ou emana seu fator.

Cabe-nos, portanto Clamar ao Nosso Divino Criador que:

oxalameupai 

Na fé, envolva-nos em suas vibrações oriundas do Trono Cristalino do Orixá Oxalá. Permita que sejamos receptivos a esta sua manifestação Divina sem a qual nada iremos realizar, pois nosso destino esta ligado a ela.

 

oxum_1 No Amor, maior de todos os sentimentos, que nos chega através do Trono Mineral regido por nossa mãe Oxum das Cachoeiras, que nos une, que sustenta a concepção, a união a caridade, a bondade e a prosperidade em todos os sentidos, pois devemos crescer em comunhão com Deus e dessa forma em acordo com nossa missão.

oxossi 

No conhecimento, com a emanação do Trono Vegetal sustentado por nosso amado Pai Oxossi das matas, que nos impulsiona a busca do aprendizado, da criatividade, da versatilidade. Que nos chega através das matas, das florestas da energia dos vegetais, dos florais.

 

xxx Na emanação da Justiça Divina do Trono Ígneo do nosso amado Pai Xangô das Pedreiras. Que nos remete à imparcialidade, a reflexão, a moralidade e ao equilíbrio. Que sua presença se faça constante entre nós, em nossas vidas, em nossas atitudes para com os nossos semelhantes. Que sejamos sempre obedientes e regidos pela Lei Maior, sob a qual sao-jorge-e-o-dragao[3] deveremos manifestar todas as nossas ações ordenadoras em comunhão com o Trono eólico regido pelo Orixá Ogun. Manifestador dessa vibração Divina, que nos emana a lealdade, a retidão, o caráter, a tenacidade, ao rigor, a combatividade, a direção.

 

obaluae2 Que possamos seguir nossa caminhada terrena em harmonia com a Evolução, regida por nosso amado Orixá Obaluaê, Senhor do Trono Telúrico, a quem suplicamos, nos envolva em sua vibração Divina do racionalismo, da flexibilidade, da persistência. Que tenhamos saúde mental e física, que nossas feridas visíveis e invisíveis sejam consumidas através do seu amor dedicado a todos nós.

 

iemanja-14 Através do Trono da Geração, cultivemos no oceano de nossa renovação, a essência da criação Divina, e que em nossas andanças no plano material, sejamos colhidos nos braços de nossa amada mãe Iemanjá, regente dessa divina vibração aquática.

 

Que pratiquemos a geração em todos os sentidos da vida, vibrando em nosso intimo, a criatividade, a multiplicação, a fartura, e a maternidade e, portanto o amor do nosso Divino Criador. Amém!!!

Autor: Sergio Benedito da Silva

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domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz 2012!!!


Desejo a você, leitor do blog, um excelente 2012, com muita saúde, paz, prosperidade, dinheiro, realizações, amor, carinho, coragem e tudo o que existir de bom.

Vou deixar aqui uma música que eu e muitas pessoas cantavam quando eram crianças:
"Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo. Que tudo se realize no Ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. Para os solteiros, sorte no amor, nenhuma esperança perdida. Para os casados, nenhuma briga, paz e sossego na vida." ♫

Essa canção reflete bem o que eu desejo a todos que por aqui passarem, a todos que sempre vem visitar o blog, leem os textos, dão seus pitacos. Enfim espero um 2012 com mais postagens, com mais ensinamentos, com mais reflexões e mais comentários por parte de vocês, leitores que motivam esta blogueira a continuar postando! Que 2012 seja especial pra você!

Fico por aqui, até a próxima! :)

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