segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O velho, o menino e o burro




Um velho resolveu vender seu burro na feira da cidade. Como iria retornar andando, chamou seu neto para acompanhá-lo. Montaram os dois no animal e seguiram viagem. Passando por umas barracas de escoteiros, escutaram os comentários críticos:
Como é que pode duas pessoas em cima deste pobre animal,
Resolveram, então, que o menino desceria e o velho permaneceria montado. Prosseguiram... Mais na frente tinha uma lagoa e algumas velhas estavam lavando roupa. Quando viram a cena, puseram-se a reclamar:
Que absurdo! Explorando a pobre criança, podendo deixá-la em cima do animal.
Constrangidos com o ocorrido, trocaram as posições, ou seja, o menino montou e o velho desceu.
Tinham caminhado alguns metros, quando algumas jovens sentadas na calçada externaram seu espanto com o que presenciaram.
Que menino preguiçoso! Enquanto este velho senhor caminha , ele fica todo prazerosamente em cima do animal. Tenha vergonha!
Diante disto, o menino desceu e desta vez o velho não subiu. Ambos resolveram caminhar, puxando o burro. Já acreditavam ter encontrado a fórmula mais correta quando passaram em frente a um bar. Alguns homens que ali estavam começaram a dar gargalhadas, fazendo chacota da cena:
São mesmo uns idiotas!ficando andando a pé, enquanto puxam um animal tão jovem e forte!
O avô e o neto olharam um para o outro, como que tentando encontrar a maneira correta de agir.
Então, ambos pegaram o burro e o carregaram nas costas!

REFLEXÃO:
Além de divertida, está fábula mostra que não podemos dedicar atenção irracional para as críticas, pois estás acontecerão sempre, independente da maneira em que procuramos agir.
Quem quer agradar a todos, a si próprio não faz bem! Quem segue o mundo maluco, vai morrer doido e caduco, sem nunca agradar ninguém. O importante é sentir e saber o que você quer fazer, independente do "outro".
autor desconhecido, retirado do JUS. 

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domingo, 17 de agosto de 2014

Guias Estressados?

Quando um consulente, durante uma Gira, é atendido por um Guia, aquele é um momento mágico; muitas vezes, esclarecedor, divisor de águas e decisório na vida da pessoa. E é assim que tem que ser: ISSO É UMBANDA - ajuda, amparo e orientação.
No atendimento, a pessoa enxerga aquela incorporação como a materialização da Umbanda. Para ela, o Guia é o representante da religião e o que ele fala ou faz é reflexo do que é a Umbanda.
Essa visão pode se tornar deturpada na medida em que o confluente desconhece a possibilidade do médium desequilibrado intervir na incorporação e vai embora da Gira com uma impressão errada da nossa religião.
Dentre os vários mitos em torno da incorporação dos Guias, há um que se destaca pelo potencial de influenciar negativamente o confluente em relação ao seu conceito do que é a Umbanda: Guias bravos, estúpidos,s ecos, mal educados, tratando mal todo mundo!
Meu entendimento é que todo Guia, para conquistar o grau de Guia, passou por muito estudo, muito trabalho, muita vivência, onde adquiriu muita sabedoria. Na minha visão, os Guias são espíritos de irmãos mais velhos e realmente muito mais evoluídos que nós.
Como é que alguém que adquiriu maturidade e equilíbrio pode ser estúpido e mal educado? Como assim?
Há aqueles Guias “incorporados” que só sabem dar bronca, criticar, julgar e condenar. Daí, o consulente sai da Gira muito pior do que chegou; mais triste, mais culpado, mais nervoso e, muitas vezes , com raiva da casa, do Guia e da Umbanda. E sai falando mal por aí e nunca mais volta. E dou toda razão, pois eu faria o mesmo se estivesse buscando ajuda e recebesse pedradas!
Até os cambones evitam trabalhar com esses Guias, pois muitas vezes são tratados com palavras ríspidas, autoritárias e humilhantes.
Que fique muito claro uma coisa: ISSO NÃO É UMBANDA - isso é médium em animismo, colocando para fora toda sua revolta, raiva e stress que estava acumulado, contido e abafado dentro dele e explodiu na incorporação.
Uma coisa é ter um Guia específico que é mais direto, mais sério, mais disciplinador. Outra coisa é ter a maioria (ou todos) os seus Guias apresentando-se com raiva e revolta dos nossos erros e limitações encarnadas.
Caridade também é compreensão, compaixão, tolerância, paciência, incentivo e esperança - e o Guia sabe disso melhor que ninguém!
O Guia, que é calmo, equilibrado, tem discernimento e nutre por nós um amor incondicional, olha pra seu médium, com o carinho e a tristeza do pai que vê seu filho doente da alma.
Mas ele continua vindo e incorporando assim mesmo, pois é refletindo o íntimo de seu filho que talvez ele o desperte para os desequilíbrios de sua vida que estão se materializando durante a incorporação. E, consciente de si mesmo, esse médium busque ajuda para mudar e melhorar.
Você, médium que incorpora e dá consultas em seu terreiro, faça uma auto-análise, faça uma reflexão de seus Guias e o comportamento deles e meça onde termina o seu ego desequilibrado e onde começa a sabedoria e o amor do Guia durante as incorporações.
por: Fabiana Carvalho
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sábado, 28 de junho de 2014

EU sou UMBANDISTA

umbandista3A IDENTIDADE de “umbandista”, na maioria das vezes, é algo que deve ser criado, por meio de cultura, informação e fundamentação da fé religiosa na Umbanda.

Se o praticante, adepto ou frequentador não se sentir “umbandista” não irá criar para si esta identidade. Temos ainda um problema no Brasil, a Igreja católica criou a identidade de “católico” mesmo para quem não frequenta e não acredita no catolicismo. Assim, as pessoas acreditam que ser católico não tem nada a ver com crença e sim com um rótulo, uma forma de etiqueta, que lhe foi colocado por meio do batismo e que só pode assumir outro “rótulo” se passar por uma “desrotulação” e nova rotulação. Um problema, afinal, pertencer a uma religião de fato tem a ver com sua crença, sua fé, seus valores, sua verdade e claro, com certeza, sua prática.

E assim temos milhares, ou milhões de pessoas, que acreditam na Umbanda, frequentam a Umbanda, tem sua verdade na Umbanda, encontraram seus valores na Umbanda e ainda carregam um rótulo de católico. Afinal, este é um rótulo de comodidade, ao se afirmar católico, evita-se qualquer conversa sobre religião, não há mais nada a ser dito.

Caso alguém queira questionar, se encerra o assunto dizendo que é católico não praticante e que, inclusive, é “um pouco” espiritualista ou esotérico.

Agora, para afirmar uma identidade Umbandista, é preciso saber explicar o que é Umbanda, é preciso estar pronto para as reações mais preconceituosas, é preciso ter sua fé fundamentada, é preciso estar seguro do que é a Umbanda. Para afirmar esta identidade. é precimo mais que apenas frequentar, é preciso conhecer. A Umbanda não deve vir como um rótulo. Muitos procuram a Umbanda e querem logo se batizar para trocar de rótulo e, quando lhe perguntam sua religião, dizem: sou umbandista, batizado e confirmado!

Seja, sim, umbandista, mas não carregue isso como um novo rótulo, seja umbandista por amor, consciência e conhecimento de causa. Seja umbandista por reconhecer a verdade na Umbanda, seja umbandista por crer na Umbanda, seja umbandista por viver a Umbanda de corpo, alma e coração.

Quando isto acontecer de fato, então, encha o peito de ar e diga com todas as letras de forma bem aberta e clara, com orgulho: EU sou UMBANDISTA.

por: Alexandre Cumino
Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada

Equipe Umbanda Sete

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domingo, 22 de junho de 2014

O médium e o palco

retirado de: http://www.redeamigoespirita.com.br/group
/mediunidade/forum/topics/consciencia-e-mediunidade

É muito comum, infelizmente, vermos irmãos de jornada caindo nas garras do egocentrismo, da vaidade e do orgulho. Esquece-se que somos apenas instrumentos da espiritualidade, que os conselhos dados, que as palavras de consolo proferidas, que os passes energéticos, que os trabalhos magísticos, não são força ou poder do médium, mas, sim, manipulação das energias provenientes do guia comunicante.

Porém, vemos muitos, que começam quietos, mas que, com o tempo, passam a achar que seu mentor é o melhor, que o outro é ignorante, que os outros estão fazendo tudo errado e que são incapazes.

Pior ainda quando se pensa que ninguém mais sabe agir a não ser ELE mesmo. O Ego grita nesse momento, tentando se libertar e dominar o pobre instrumento que a espiritualidade tentou trabalhar. Ele vê seus mentores e guias operarem verdadeiras façanhas através de seu aparelho mediúnico, vê pessoas que chegam chorando aos pés dos guias saírem rindo e resolverem suas vidas, curas sendo proporcionadas, e assim acreditam que ELES que detêm o poder em suas mãos, e que são auto-suficientes.

Eis que começam as aberrações, os shows, giras viram espetáculos, e os mentores, já não podendo se sintonizar adequadamente com seu aparelho mediúnico, se “afastam”. Veja bem, não é o mentor que se afasta na realidade, mas o instrumento de comunicação se torna tão grosseiro e tão impróprio que é incapaz do mentor se familiarizar com suas emanações energéticas. Então, outros espíritos que se sintonizam a essas energias se aproximam, com intenções não tão nobres.

Então é culpa do obsessor? Não! Pois nem sempre são obsessores que fazem esse tipo de trabalho, mas a própria psique desequilibrada do médium que toma a frente dos trabalhos, passando este a agir como se estivesse manifestando um mental alheio. Porém é ele.

Eis porque a reforma interior é tão importante para todos os médiuns, neófito ou ancião, experiente ou iniciante. A reforma interior é vital para uma boa conduta mediúnica. pois precisamos compreender e aceitar que somos apenas o receptáculo de mentais alheios, e se assim o somos, devemos esperar sintonizar espíritos comprometidos com a Lei Maior e a Justiça Divina.

A moral duvidosa expõe um alvo para o baixo astral e as frequências negativas. A primeira lição a aprender é que não somos os detentores do poder; a segunda lição que deve ser aprendida simultaneamente é que não devemos jamais julgar quem pede ajuda.

Não se julgue “O" porta-voz dos mortos, eis que você é apenas um dos muitos porta-vozes. O médium não está em uma casa só pra servir de instrumento para as dores dos outros, mas também para suas, para aprender e para evoluir, coibindo suas próprias paixões desvirtuadas.


Mediunidade não é incorporar um espírito, mas incorporar os valores que esse espírito representa: compaixão e humildade.

por: Douglas Rainho - contatos: drainho@perdidoempensamentos.com

Equipe Umbanda Sete
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sábado, 21 de junho de 2014

Peregrino do amanhecer

retirado de:
http://ciganosencantados.blogspot.com.br/

2013/10/exu-gato-preto.html
Minha saga é tão longa como a criação do mundo. Vou resumir pra não cansar.

Em tempos perdidos na história, uma caravana de ciganos passava por um local esquecido por Deus, onde a peste tomava conta. O nobre senhor das terras não sabia mais o que fazer: morria o gado, as plantações pereciam e o povo passava fome. O chefe da caravana foi pedir licença pra acampar apesar da triste situação. Embora relutante, o senhor das terras concordou.

Passados alguns dias, novamente o chefe cigano foi visitar o fidalgo e disse que tinha a cura para tal desgraça. Após longa conversa, ambos de acordo, o cigano mandou limpar todo o mato às margens do riacho e atar fogo, eliminando ervas daninhas que envenenavam as águas e o solo. Disse que era a maneira de agradecer a hospedagem.
A jovem senhora, esposa do nobre, se encantou com o cigano. Porém, esse, sempre respeitoso, jamais traiu a confiança do hospedeiro. Mas o ciúme tomou conta e houve uma luta entre o fidalgo e o cigano. Na lutam o senhor caiu e morreu. O cigano, embora inocente, foi morto pelos homens do local.

Em um novo tempo, um cocheiro corcunda, todo torto, miserável, vivia entre os cavalos na estrebaria em uma vila. Vivia de esmolas. Certa vez, um nobre senhor pediu ao cocheiro que o levasse até a beira do rio onde iria pegar uma embarcação. Quando chegaram, ele desceu e falou ao cocheiro: “Hoje suas dores acabarão”.

Na volta, o coche bateu em uma pedra e caiu no rio. O corcunda desapareceu. Era o amanhecer de uma nova era. O cigano/cocheiro voltava às suas terras, junto com o seu povo. Hoje ele é um guardião da luz, chamado de EXU GATO.

Assim conto minha história. Um peregrino em busca da iluminação. Não sou diabo. Sou um filho de Deus como você.

por Elizabeth Zappelini - retirado do Jornal de Umbanda Sagrada



Equipe Umbanda Sete.
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terça-feira, 25 de março de 2014

Julgar o passado

Passado

 

Só quem constrói o futuro tem o direito de julgar o passado

Em geral, quem constrói o futuro está muito ocupado para julgar o passado. Desde pequenos, quando recebemos notas na escola, nos acostumamos com avaliações e julgamentos. Ao julgarmos o passado - de uma época ou de uma pessoa -, sentimos a falsa segurança de ter fechado uma porta.

Ao mesmo tempo, todo julgamento esconde o orgulho de quem se considera dono da verdade. Também revela grande insegurança. De sua posição inatingível, aquele que julga se comporta como soberano e crítico das ações alheias.

Como a vida é um caminho para a frente, é muito mais produtivo construir o que vai acontecer do que analisar o que já passou, como nos diz Nietzsche. Além disso, as pessoas que agem estão livres de preocupações, que normalmente ocupam a cabeça das que não se movem.

Podemos observar o mundo de duas maneiras: virando a cabeça para trás ou prestando atenção no que temos à nossa frente.

E você? Que caminho prefere?

Retirado do livro Nietzsche psrs estressados de Allan Percy
Créditos: JUCA - Jornal de Umbanda Carismática.

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segunda-feira, 24 de março de 2014

Riqueza


Dinheiro

Tenho a intenção de processar a revista “Fortune”, porque fui vítima de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço. Aparecem: o sultão do Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro.

Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.
Mas eu não sou mencionado na revista.
E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não? Vou mostrar a vocês:
Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo não sei como. Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para minha; filhos maravilhosos, dos quais só recebi felicidades; e netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.

Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos. Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos. Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo. Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).

Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs e que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso. Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.

Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.

Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo. E eu tenho fé em Deus que vale pra mim amor infinito. Pode haver riquezas maiores do que a minha? Por que, então a revista “Fortune” não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta?

E você como se considera? Rico ou pobre? 

Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é… DINHEIRO.

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