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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Pemba

8f885cc481ed36d1ea29e466dbc17497A Umbanda tem no uso da pemba um dos seus recursos mágicos e ela pode ser usada de várias formas, tais como:

  • Para riscar pontos cabalísticos;
  • Para cruzar os filhos de fé;
  • Para pós-purificadores;
  • Para limparem pessoas;
  • Para cruzarem imagens ou outros objetos;
  • Para assentamentos;

Pemba significa e é um elemento mágico mineral.

A confecção das pembas acontece desta forma: um mineral, tipo calcário (um gesso) branco é moído e coado, depois é moldado em formas ovais que lhe dão uma forma de fácil manuseio e de boa resistência, não sendo muito duro nem muito mole.

A pemba ideal é aquela que risca facilmente sem esfarelar-se.

Os guias espirituais gostam de riscar pontos cabalísticos quando vão trabalhar. Cada um com seu próprio ponto, raramente repetido por outros guias, ainda que alguns símbolos, signos e ondas sejam comuns.

Porém sempre vemos diferenças entre os pontos de guias pertencentes a uma mesma linha ou corrente de trabalho espiritual.

As pembas podem ser consagradas ou não, tudo depende da orientação dos guias espirituais.

Uma Consagração Simples, pode ser feita por todos os médiuns e se processa dessa forma:

  1. Risca-se um círculo, firmam-se sete velas coloridas sobre ele e uma vela branca no centro.
  2. Colocam-se as pembas brancas ou coloridas (menos a de cor preta) dentro dele.
  3. Evoca-se Deus e os sagrados orixás, pedindo-lhes irradiação sobre aquele círculo e a imantação das suas vibrações divinas sob as pembas ali colocadas. E que as consagrem para serem usadas segundo as necessidades dos guias e dos médiuns (para riscarem pontos, cruzarem pessoas, fazerem pós-específicos, tornando-as condensadoras e anuladoras de energias negativas, etc).

Após a queima das velas, devem ser recolhidas as pembas já consagradas pelos sagrados orixás e guardadas em uma caixa ou serem envolvidas em tecidos com suas respectivas cores, só voltando a manuseá-las em caso de uso.

Esta forma de consagração é a mais simples de ser feita. Sendo realizada dentro do congá ou na casa do médium, em um local adequado.

e9356c67c416cd16f64128404721c49dUma Consagração Específica, também existe e processa-se de uma forma diferente, pois é feita nos campos vibratórios que devem ter a cor da irradiação na qual trabalham os guias.

  1. Faz-se uma oferenda ritual ao guia espiritual no campo da sua irradiação principal, (mata, pedreira, cachoeira, cemitério, mar, etc.) e deposita-se dentro dela – cercada por velas na cor da pemba – a(s) pemba(s) que se deseja consagrar.
  2. Após isso feito, o médium deve incorporar o seu guia (da direita ou da esquerda) e um cambone deve dar-lhe a que ele pedir, com as pembas a serem consagradas.
    Os guias espirituais têm “mãos de pemba” as imantarão e concentrarão nelas as vibrações de todas as irradiações divinas nas quais foram iniciados e de cujas vibrações retiram símbolos, signos e ondas que escrevem nos seus pontos.
  3. Após o guia consagrá-la(s), o cambone deve colocá-la dentro do círculo da oferenda e deixá-la em imantação até que o guia desincorpore e o médium agradeça aos orixás e ao seu guia por consagrarem a(s) sua(s) pemba(s).
  4. Após os agradecimentos, o médium deve envolver a(s) sua(s) pemba(s) em tecido da mesma cor e guardá-la, só voltando a manuseá-la se for riscar algum ponto cabalístico.

O local ideal no congá para guardar as pembas consagradas desta forma é atrás das imagens dos orixás e guias (se nos seus altares tiverem-nas) ou em um compartimento dele, oculto dos frequentadores do seu centro.

No caso de serem membros de um centro, devem guardá-las em suas casas, porém mantê-las encobertas e acondicionadas em uma caixa fechada e fora do alcance dos seus familiares.

por Rubens Saraceni
Créditos: JUS – Jornal de Umbanda Sagrada

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Exu não pode

bigPhoto_1Recentemente, um jornal carioca destacou o caso de uma professora proibida de usar o livro “Lendas de Exu” em uma escola municipal. A professora é umbandista e a diretora da escola é evangélica. É cada vez mais comum que professores e alunos de candomblé ou umbanda sejam discriminados nas escolas. A pergunta é: por que Jesus pode estar em um livro para o ensino religioso católico, destinado à rede pública, e Exu não pode? Exu não entra na escola porque este país é racista, e o racismo está presente na escola. Acredito também que atravessamos uma fase de avanço conservador na educação pública. A manutenção da oferta de ensino religioso na Constituição de 88, a aprovação deste como confessional no Rio, os livros didáticos católicos, a Concordata Brasil-Vaticano, são vitórias silenciosas que ampliam e legitimam as circunstâncias necessárias para discriminações como essa.

A mãe-de-santo Beata de Yemanjá diz: “Pensam que o Brasil é uma coisa só e nos discriminam. Isso é racismo.” Para o pesquisador Antônio Sérgio Guimarães, o racismo brasileiro é heterofóbico, a negação absoluta das diferenças implicando um ideal, explícito ou não, de homogeneidade (ou uma coisa só, como diz Beata).

umbanda-lendas-de-exu-martins-adilson_MLB-O-89671249_5353Quando uma escola proíbe um livro de lendas africanas ela discrimina culturas afrodescendentes. Exu é negro. Um poderoso e imenso orixá negro. É o orixá mais próximo dos seres humanos porque representa a vontade, o desejo, a sexualidade, a dúvida. Por que esses sentimentos não são bem-vindos na escola? Porque a Igreja católica tratou de associá-lo ao seu diabo e muitas escolas incorporam essa lógica conservadora, moralista e racista. O Exu proibido afirma que este país tem negros com diferentes culturas que, se entendidas como modos de vida, podem incluir diferentes modos de ver, crer, não crer, sentir, entender e explicar a vida. Positivo foi que muitos professores e professoras criticaram o ocorrido, o que mostra que também a escola não é “uma coisa só”. É nas suas tensões cotidianas que devemos lutar contra o racismo.

As culturas com suas religiões fazem parte do ensino de História da África. Como é que vai ser? Pais e professores arrancarão as páginas desses livros? Ou eles já serão confeccionados mutilados pelo racismo? Respondo com a saudação ao orixá excluído da escola: Laro oyê Exu! Para que ele traga mais confusão e com ela, o movimento, a comunicação, a transformação onde reina.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/moreno/posts/2009/11/23/exu-nao-pode-243603.asp

por: Stela Guedes Caputo
Créditos: JUS – Jornal de Umbanda Sagrada

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal - Merry Christmas



For my readers from all of the world:


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sábado, 15 de dezembro de 2012

O ato de servir

Jesus_Lava_os_Pes_dos_ApostolosServir é ter compaixão. É estender uma mão amiga porque ela é necessária e porque podemos estendê-la. Servir não tem nada a ver com recompensa, e sim com a disposição de fazer apenas a pequena parte que nos pediram para fazer, e fazê-la de maneira impecável.

Quando perguntaram recentemente ao Dalai Lama qual é a melhor coisa que alguém pode fazer, ele respondeu que é servir; e, se a pessoa não puder servir, então a melhor coisa que ela pode fazer é não prejudicar.

Quando alguém é chamado para servir, ou deseja isso, tem início um novo estágio de mudança pessoal. A Divindade Interior (Deus que habita dentro de cada um de nós) começa a desenvolver dentro dessa pessoa as qualidade de coragem, sabedoria, dedicação,  disciplina, amor incondicional, força e visão. Isso é necessário porque, muitas vezes, quando alguém começa a servir, servir significa ajudar a estimular a mudança. Às vezes isso significa até desafiar o status quo (o estado atual das coisas) de uma forma que cria resistência.

Gandhi, Martin Luther King, o Dalai Lama, Madre Teresa e incontáveis outros são exemplos de pessoas que ousaram desafiar o status quo com seu servir, que estava voltado para a realização de visões superiores.

- Gandhi questionou princípios morais e racias;

- Martin Luther King questionou o status quo sobre a igualdade dos homens e questões de segregação racial;

- Madre Teresa desafiou o status quo com sua doação natural de bondade e compaixão.

A lista é infindável. Ao longo dos séculos, sempre houve grupos que desafiaram o status quo, pois é isso que mantém o jogo em evolução. E agora, à medida que entramos num novo milênio, milhões levantam-se para apoiar a necessidade de mudança. São pessoas que perceberam que um único indivíduo pode fazer a diferença e têm um desejo intenso de servir.

As razões que levam as pessoas a desejarem a servir são multifacetadas. Algumas servem porque podem servir. Algumas servem porque é uma vocação. Algumas servem em busca de respostas e para sentido e propósito à vida. (…)

No processo de autorrefinamento e responsabilidade por nós mesmos, tomamos consciência das miríades de escolhas que todos temos de fazer todos os dias da vida. O primeiro passo para a criação de um progresso positivo e permanente nesse planeta é para dentro, rumo à conexão com o poder da Divindade Interior; o passo seguinte é nossa capacidade de nos comunicarmos uns com os outros. (…)

servir-pode-ser-ajudar1A compreensão de que a base de toda a vida é energia e que a qualidade de nossa vida depende da faixa de frequência que cada um de nós atrai automaticamente – aleatória ou conscientemente – pode ajudar muito. Alguns chama de Deus a frequência mais elevada que podemos atrair e irradiar outros lhe dão o nome de A Divindade Interior, Alá, Jeová, Vishnu, Krishna, Inteligência Suprema e Infinita e outras formas de invocar a Força Criadora e dar-lhe uma forma mais personalizada e definida. (…)

Quanto àqueles que não se interessam por teologia e religião, perguntem-se se há algo que pode ser melhorado em sua vida física, emocional, mental ou mesmo espiritual e, se a resposta for sim, façam um pouco de pesquisa experimental. Trabalhem com inteligência e usem o discernimento pois há uma miríade de respostas de nova era, dos nativos, da sabedoria e das religiões antigas às questões da vida.

Depois que nos sintonizamos, exatamente como fazemos com um aparelho de rádio, muitas vezes nos surpreendemos mais altruístas. Isso se expressa em atitudes mais voltadas para a caridade, para o sentido da vida, para o servir, numa atitude de “Eu gostaria que minha vida aqui fizesse a diferença”.

Quando pedimos, recebemos. E como as respostas vêm, somos liberados para nos transformarmos em pensadores, visionários, cocriadores, cultuadores e, às vezes, até alguém que é cultuado. Cultuado por causa de uma energia de tal intensidade, propósito e sabedoria que tem o potencial de se irradiar de nós a tal ponto que as pessoas se apaixonam pelas emanações do poder da Divindade Interior em nós. Quando vamos além da beleza superficial, ou de simples inteligência voltada para a sobrevivência, o Eu Supremo ou a Divindade Interior revela-se para aqueles que têm olhos para ver e coração para sentir.

Texto retirado do livro Os Embaixadores da Luz,
de Yasmuheen. Editora Aquariana, 2002.
Editado por Marina B. Nagel.
Créditos: JUS – Jornal de Umbanda Sagrada.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Linha do Oriente na Umbanda

ciganos do oriente2222A Linha do Oriente é parte da herança da Umbanda brasileira. Ela é composta por inúmeras entidades, classificadas em sete falanges e maioritariamente de origem oriental. Apesar disso, muitos espíritos desta Linha podem apresentar-se como caboclos ou pretos velhos.

O Caboclo Timbirí (caboclo japonês) e Pai Jacó (Jacob do Oriente, um preto velho bastante versado na Cabala Hebraica), são os casos mais conhecidos. Hoje em dia, ganha força o culto do Caboclo Pena de Pavão, entidade que trabalha com as forças espirituais divinas de origem indiana.

Mas nem todos os espíritos são orientais no sentido comum da palavra. Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, português e africano).

A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradições budistas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a freqüentar a Umbanda e trouxeram seus ancestrais e costumes mágicos.

Antes destas datas, também era comum nesta Linha a presença dos queridos espíritos ciganos, que possuem origem oriental. Mas tamanha foi a simpatia do povo umbandista por estas entidades, que os espíritos criaram uma "Linha" independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos. Hoje a influência do Povo Cigano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.

Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo, não pretende colocar uma ordem na maneira dos umbandistas estudarem esta vertente de trabalho espiritual. Deixo a palavra final para os mais velhos e sábios, desta belíssima e diversificada religião. Coloco aqui algumas instruções que colhi com adeptos e médiuns afinados com a Linha do Oriente.

Namaste e Salve o Oriente!

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CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:

. Lugares preferidos para oferendas: As entidades gostam de colinas descampadas, praias desertas, jardins reservados (mas também recebem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).

. Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.

. Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.

. Tabaco: Fumo para cachimbo ou charuto.Também utilizam cigarro de cravo.

. Ervas e Flores: Alfazema, todas as flores que sejam brancas, palmas amarelas, monsenhor branco, monsenhor amarelo.

. Essências: Alfazema, olíbano, benjoim, mirra, sândalo e tâmara.

. Pedras: Citrino, quartzo rutilado, topázio imperial (citrino tornado amarelo por aquecimento) e topázio.

. Dia da semana recomendado para o culto e oferendas semanais: Quinta-feira.

. Lua recomendada (para oferenda mensal): Segundo dia do quarto minguante ou primeiro dia da Lua Cheia.

. Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar seqüencialmente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As entidades indianas também utilizam o rosário de sândalo ou tulasi de 108 contas (japa mala). Algumas criam suas próprias guias, segundo o mistério que trabalham.

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CLASSIFICAÇÃO DA LINHA DO ORIENTE

Suas Falanges, Espíritos e Chefes:

01 - Falange dos Indianos:

Espíritos de antigos sacerdotes, mestres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos integrantes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.

02 - Falange dos Árabes e Turcos:

Espíritos de mouros, guerreiros nômades do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é muçulmana. Uma Legião está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a misteriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruê.

03 - Falange dos Chineses, Mongóis e outros Povos do Oriente:

Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curiosamente, uma Legião está integrada por espíritos de origem esquimó, que trabalham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia negra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.

04 - Falange dos Egípcios: Espíritos de antigos sacerdotes, sacerdotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.

O5 - Falange dos Maias, Toltecas, Astecas e Incas:

Espíritos de xamãs, chefes e guerreiros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.

06 - Falange dos Europeus:

Não são propriamente do Oriente, mas integram esta Linha que é bastante sincrética. Espíritos de sábios, magos, mestres e velhos guerreiros de origem européia: romanos, gauleses, ingleses, escandinavos, etc. Sob a chefia do Imperador Marcus I.

07 - Falange dos Médicos e Sábios:

Os espíritos desta Falange são especializados na arte da cura, que é integrada por médicos e terapeutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.

Autor: Edmundo Pellizari

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

16 de Agosto de 2012

Atotô Obaluayê

OmuluDia 16 de Agosto , é o dia que comemoramos o Orixá Obaluayê. Seu sincretismo católico é com São Lázaro e sua saudação é “Atotô Obaluayê”, que quer dizer “Silêncio”; suas cores são preto e branco; sua oferenda é pipoca preparada com areia, fatias de coco regadas com mel, água mineral ou vinho tinto, flores e velas brancas. Seus pontos de força são: cemitério – “calunga pequena”, mar – “calunga grande” e cavernas.

Tem como principal instrumento o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras de palha de dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, com que capta as energias negativas bem como “varre” as doenças, as impurezas e os males sobrenaturais.

Obaluayê é o Orixá que representa a Irradiação Divina da Evolução, é o Senhor das Passagens, aquele que permite a mudança de nível, de estágio ou de situação. É a Ele que clamamos quando no sentimos estagnados ou em sofrimento, seja na dor física, mental, emocional ou espiritual.

É o Orixá de elemento terra, que é vital à vida humana e encontra-se no começo e no fim de toda a vida, aliás, é sabido que: “tudo o que sai da terra é dotado de vida e tudo o que volta a terra é novamente provido de vida”.

Obaluayê está relacionado ao retorno, ao pó, ao resnascimento, à transformção, à transmutação e à regeneração.

Obaluayê é o Orixá Sábio e Ancião, rege a linha dos Pretos-Velhos, linha que nos presenteia benevolentemente e continuamente com sua capacidade de Sabedoria e Paciência, de Tolerância e Renúncia, de Bondade e Generosidade.

Se curvar diante de Obaluayê é buscar no íntimo a compreensão de seus carmas e transformá-los em darmas.

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Se cobrir com as palhas desse Orixá é procurar dentro de si a cura de seu espírito e de suas mazelas.

Se banhar com as pipocas de Obaluayê é transformar a vida em um lindo jardim cheio de flores brancas e perfumadas.

Saudar Obaluayê é clamar pelo silêncio da emoção desenfreada a fim de ouvir a voz da sapiência.

Tocar na terra três vezes ao saudar Obaluayê é acordar a terra e cultivar a esperança da sensatez.

Fazer o sinal da cruz no chão, é afirmar que aceita as dores da matéria, na matéria, enquanto o espírito afirma a importânciada da regeneração e da renúncia para a sua evolução e evolução da humanidade.

Por Mãe Mônica Caraccio
Créditos: JUCA – Jornal de
Umbanda Carismática

Para completar esse artigo deixo aqui a minha mensagem: Parabéns Obaluaê pelo seu dia, agradeço as bençãos, a proteção e a saúde que o Senhor me dá todos os dias de minha vida. E peço que cada pessoa que aqui passar, receba do Senhor saúde, proteção, paz, sabedoria, renovação, cura, alegria e tudo o que ela precisar!

Atotô Obaluaê! Atotô!

Até a próxima, caro leitor!

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Exu um mistério sedutor e surpreendente

1213153659Nossa religião é formada por excluídos: Pretos-Velhos, Caboclos, etc, e o mais excluído de todos: EXU.

Sua liberdade sempre foi um tapa na cara dos dogmáticos pseudo-puritanos. O Senhor das Encruzilhadas representa a multiplicação dos caminhos e a liberdade de escolha, sem nunca desconsiderar as consequências destas escolhas. Como fomos ensinados a ser ovelhas, liberdades soa como perdição.

EXU sentou-se na encruzilhada e para onde forem nossas escolhas passaremos por ele. Por sua dimensão cosmogênica e suas características dinâmicas associadas a criação, as mentes estreitas querem limitar Exu aos planos mais baixos da Criação.

Isto é apenas o esforço da Teologia do Preconceito ávida em depreciar, prostituir e degradar. Exu é uma força, uma energia que nunca se controlará.

Nós UMBANDISTAS temos a nossa parcela de culpa quanto ao "negativar" o mistério Exu. Muito de nós também o discrimina e limita sua atuação.

EXU está em todos os lugares e sem ele não se faz nada, cansamos de dizer isto. Então, irmãos, ele ESTÁ também no alto junto a DEUS, compactuando com o desígnio Divino.

Este sincronismo com o demônio cristão, é uma visão distorcida que cruzou o Atlântico e foi incorporada no inconsciente umbandista. Irônico, Exu torce os dedos e brinca com nossos conceitos tortos.

Se quando falamos de EXU nos sentimos constrangidos, é porque somos uma farsa, vivemos numa sociedade discriminatória, intolerante que prega puritanismo e bulina por baixo dos panos. Exu se mostra com o falo ereto, rasgando à unha nossa hipocrisia, dilacerando nossos conceitos, porque nos conhece de dentro pra fora.

Quando dizem que recebemos espíritos trevosos em nossas casas(templos) é verdade. Recebemos sim.

Eles entram com a permissão dos espíritos luminosos que trabalham nas lidas umbandistas sob a mão justa dos Guardiões EXUS.

Poucos umbandistas já estiveram numa favela de madrugada, ou tiveram contato direto com um morador de rua, ou viciado em crack, ou coisa pior na madrugada das grandes cidades. Mesmo assim, imagine: Se você fosse a um ligar assim, que roupas colocaria, e que postura você teria de assumir para cumprir com êxito uma missão?

Difícil? Mas mesmo assim, imagine, que você, caro amigo, fosse um Ser muito iluminoso e esclarecido, que abraçasse como missão sacar estes irmãos que vivem o umbral terreno.

Imagine sim, pois isto é transformador. Imagine se você seria capaz de ter amor incondicional à escória, aos desgraçados, a estes seres muitas vezes sem gratidão.

Imagine que você fosse um espirito que baixa às trevas da consciência humana e anda pela escuridão levando em punho uma vela, uma simples vela, na certeza de que esta luz poderia salvar ao menos uma alma, uma única que fosse.

Este cavaleiro que anda na trevas e leva em si a luz Divina é Exu! Ele anda nas trevas, mas não é trevas, é luz!

Ele carrega nos ombros espíritos caídos. É a verdadeira expressão do Amor Divino Incondicional. Este é Exu, irmão. A Onipresença de Deus no Alto e no Embaixo.

Autor: Antonio Bispo
Créditos: JUS – Jornal
de Umbanda Sagrada

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