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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vida de Médium

conexion Então sexta-feira ele saiu apressado do escritório. Antes de entrar no carro, recusou o convite para um chopinho com o pessoal de sua repartição. Ouviu uma ou duas gracinhas mas nem se importou, já estava acostumado com aquela situação. Seus amigos não entendiam a tamanha dedicação que ele tinha por sua religião.
Chegou em sua casa e foi direto se preparar para o banho, seus pensamentos já estavam todos focados no que aconteceria naquela noite. Passou pelo quintal e pegou uma vasilha com um líquido de ervas dentro. Ele havia preparado no dia anterior, e deixou lá tomando sol e sereno. Alguém lhe dissera que isto potencializava a energia daquele macerado.
Banho tomado, líquido com as ervas no corpo derramado, e lá estava ele. Já nem parecia mais o executivo de terno e gravata, celulares e compromissos importantes. Todo de branco, cabelo sem gel e uma felicidade estampada no semblante. Beliscou um pedacinho de pão caseiro que estava sobre a mesa, pois naquela noite não iria jantar.
Olhou no relógio como quem calcula minuto por minuto para não se atrasar. Coração já começara a bater mais forte, pois a semana inteira esperou por este dia. Voltou ao quintal e entrou em algo que parecia um quartinho. No local, em cima de algumas prateleiras forradas com toalhas brancas, imagens, pedras, velas, incensos e um curioso bem estar.
Acendeu uma vela branca bem ao centro, fez suas orações pedindo à espiritualidade que lhe acompanhasse. Olhou para a imagem de um índio que estava na prateleira ao lado, e, em silêncio, como quem fala com o olhar, pediu para ele também lhe acompanhar. Bateu a cabeça naquele altar, respirou fundo e sentiu as batidas de seu coração aumentar.
Logo já estava lá, uma casa simples, porém, muito bem organizada. Na entrada se curvou como quem cumprimenta alguém. Abraçou seus amigos, pediu a benção para um senhor, guardou uma mochila que trazia com ele. Bateu a cabeça em algo muito parecido com o altar que ele tinha em sua casa, mas bem maior.
Posicionou-se como que fazendo parte de um círculo de pessoas. Todos em silêncio, em oração. Estava ele em uma corrente de irmãos. Fora da corrente, pessoas se acomodavam em bancos. Novos, velhos, pobres, ricos, brancos, pretos e amarelos. Não havia distinção. Todos seriam atendidos naquela noite.
O toque do tambor demonstra que está começando a reunião. Reunião de pessoas encarnadas e desencarnadas, em nome do amor. Uma lata perfurada, com ervas sobre a brasa, é passada de um lado para outro. Nesta hora seu coração ficou sereno. Não está mais ansioso, está entregue de corpo, alma e pensamento. Pedindo a Deus que faça dele seu instrumento.
Mais adiante, depois de algumas canções e palmas, ouve-se uma letra que fala das matas, dos nativos da floresta. Seu pensamento se volta até a imagem do índio com quem trocou olhares em sua casa. Sente então uma presença ao lado, e mesmo sem nada ver, sabe que é ele que está ali. Sabe que ele lhe escutou, atendeu seu pedido e lhe acompanhou.
Nesse momento seu coração novamente disparou. Toda a espera da semana, as preparações que antecederam este momento e a recusa do chopinho com o pessoal do seu departamento.Seu mentor unido a ele espiritualmente para mais uma noite de caridade, mais uma noite cumprindo sua missão. Mais uma noite na vida de um médium de coração.

Autor: Ricardo Barreira

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terça-feira, 1 de maio de 2012

Mito

preconceito Hoje postarei uma máteria muito interessante do JUS para vocês, que fala sobre homens incorporarem entidades femininas. Eu, particularmente, nunca vi nada demais, pois as entidades incorporam para traballhar e não para definir sua opção sexual, mas há aqueles que possuem um preconceito muito grande em relação a isso e o intuito da postagem de hoje é orientar, ensinar e tentar quebrar esse preconceito. Vamos a matéria:

O Mito: Homem x Entidade Feminina

incorporacao_2 Um dos grandes mitos dentro de nossa religião é que homem “não podem “ incorporar entidades femininas. Este é o conceito ultrapassado de uma visão machista e, infelizmente, nos dias de hojealguns terreiros ainda tem essa visão.

Alguns, dos mais antigos, que ainda estão dentro do meio religioso e não acompanharam o processo de evolução cultural da religião, dirão: “é, realmente não podemos”; outros que estão de fora podem até dizer: “nossa, nunca ouvi falar nisso”; e os mais esclarecidos com certeza dirão: “que absurdo, não tem problema algum”. Com a opinião deste último grupo, acabamos de gerar um certo desconforto ou até mesmo uma briga, dependendo da estrutura em que o terreiro foi criado.

Vamos fazer uma pausa e inverter nosso cenário. Será que uma mulher não pode receber ou incorporar uma entidade de potencialidade masculina? Seguindo o raciocínio, será que ela não sofreria as mesmas “consequências”/ “ações” ou então a mesma “mudança” do homem?

Então uma mulher jamais poderá receber, por exemplo, um Exu? A mulher que receber Exu perderá a sua feminilidade? NÃO, CLARO QUE NÃO!

Por que a mulher pode incorporar um Exu e um homem não pode incorporar uma Pombagira ou qualquer força de potencialidade feminina?

Estamos falando de uma força de uma potência, de uma estrutra energética que vem ajudar, agregar, ceder um potencial energético pra realizações e não para trabalhar as SUAS escolhas ou opções sexuais. Não podemos confundir esta potencialidade energética com a nossa estrutura humana, com os nossos desejos ou contades (carnais/materiais)os terreiros recebendo Exu, Caboclo, Preto velho, etx., e quando terminam o seu trabalho “retomam seu corpo”, e continuam sendo a mesma pessoa de antes do início do trabalho espiritual? Elas continuam sendo a mesma mãe, esposa, tia, avó, etc., inúmeros são os casos que vemos nos terreiros.

AGORA, POR QUE COM O HOMEM SERIA DIFERENTE?

Se um homem rever uma Pombagira, uma Preta Velha, uma Cabocla, etx., ele deixará de ser o homem que sempre foi? NÃO, mil vezes NÃO! Essa é uma visão machista, recheada de falta de conhecimento.

Vivemos numa sociedade onde a figura do Homem é a aparência braba, semblante rude, gestos quadrados, cujas manifestações devem ser de pura brutalidade. ai, se essa figura apresenta uma manifestação mais “delicada” com gestos e, em alguns casos, formas mais “sutis”, recebe um rótulo pejorativo num pré-julgamento baseado simplesmente em sua apresentação, ou pela manifestação da força desta entidade feminina.

Agora, os memsos que acusam, apontam, criticam, ficam dando risadinhas, são os mesmos que quando chegam a casa, sentem-se o “dono do mundo”, onde podem tudo, em alguns casos inclusive, chegar em casa bêbados, maltratar mulher e filhos, achar que tem o direito ou até mesmo o dever de ter várias mulheres. Em resumo, são os chamados de “machões” dentro da sociedade, sentido-se o “dono” ou o “senhor da força”.

Pergunte para a sua Pombagira quem são os machões para ela? Com certeza uma terá resposta muito parecida com esta:

MARIA MULAMBO DA ENCRUZILHADA “Os machões para nós? São aqueles que tem a valentia de dizer a verdade sempre, de olhar dentro dos nossos olhos e assumir quem somos e como somos, de aceitar nossos defeitos e parabenizar nossas qualidades, nos dar condições e permissões para execurtarmos nosso trabalho da melhor forma possível. Estes são os verdadeiros machões para nós, em resumo, aqueles que nos respeitam”.

Após considerar tudo isso que foi dito aqui, permita-se a partir de agora, a pelo menos uma vez, dar passagem em sua vida às forças das entidades femininas SEM MEDO ou PRECONCEITO.

Deixe que a força as Entidades de Magnetismo feminino percorram sua aura, seu envoltório espiritual e até mesmo carnal. Deise que a leveza a serenidade e a doçura façam parte de você. Sinta as sensações desta força, veja o quanto poderá ser beneficiado, muitas vezes pela paz, pela serenidade, pelo desejo (de vencer, crescer, progredir, erguer-se, etc.), pois todos estes sentimentos são caracterísitcos daquelas que estão ao nosso lado.

Se fomos gerados e concebidos por mulheres, por que rejeitamos a nossa geração?

Na próxima manifestação de Pombagira, Preta Velha, Cabocla, Baiana, Mães Orixás, etc., permita que esta força passe por seu corpo e você verá que viveu um bom tempo de sua vida rejeitando 50% de uma potência espiritual.

Usamos apenas o que chamamos de “Força”, mas nem tudo é conquistado assim, há muitas conquistas que só conseguimos alcançar usando o “Jeitinho”.

Se antes você se sentia incompleto e não sabia por que, após estas incorporações e manifestações entenderá o que estava lhe faltando. Porém, a partir daí você estará trabalhando com 100% de um potência espiritual, e somará à “Força” que a estrutura mascunia carrega, a “Vontade”, e o “Desejo”, que a força feminina tem, fazendo assim acontecer e realizar as coisas em suas vidas.

Lembre-se que o único ser capaz de conceber ou ferar é do sexo feminino. Ao rejeitar esta força em sua vida estará rejeitando as possibilidades de “Geração” de tudo que lhe cerca.

Nem tudo em nossas vidas é conquistado na base da “Força” ou da “Brutalidade” (característica passada ao longo do tempo para o sexo masculino), às vezes um pouco da “doçura feminina” ou o famoso “Jeitinho”, serão capazes de lhe dar maiores resultados e conquistas.

Autor: Danilo Lopes Guedes

Até a próxima!!!

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Trono da Lei

Trono da Lei Masculino: Pai Ogum

ogum_of_lamp_by_rodolfotroll Ogum é o Orixá que atua na qualidade essencial do Ar que chamaremos de eólica. É o Pai Ordenador, direcionador, que também atua em nossas vidas com a abertura de caminhos. Sustentador da Ordem em todos os sentidos, podemos assim dizer que é a 5ª linha, Ogum irradia a Lei e estimula a ordenação. Sendo um mental multidimensional ordena a criação divina, atua no macro e o micro da mesma forma, sua irradiação chega até nós através dos sentidos. refletindo: idealização, lealdade, sustentação, movimentação, segurança e ordenação.

Podemos dizer que como um Trono Divino ele é uma potência maior e vem “descendo” e se desdobra até chegar aquele Pai Ogum que incorporamos. NINGUÉM incorpora um Ogum Maior, pois o Trono é a própria sustentação da Coroa Divina Planetária.

Dá pra imaginar um Trono da Lei “Ogum” com uma “potência” e um poder e energia muito, muito “forte”? Nós, simples humanos, não teríamos estrutura atômica para tal irradiação; praticamente “explodiríamos”. Então, se alguém disser que incorpora um Ogum Maior , simplesmente não sabe o que está dizendo.

ogum1Através do desdobramento do Trono da Lei, onde Ogum se assenta, são originados os “Seres Fatorados de Ogum” que se assentam em uma Dimensão Natural. Estes seres também chamados de Oguns Naturais ou Intermediários são os que incorporam nos médiuns. Há bilhões de Oguns Naturais.

Ogum é sinônimo de Lei Maior, ordenação divina e retidão em todos os sentidos. Ordenando: a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução, a geração, pois isso Ogum está em todas as outras qualidades Divinas.

Ogum é força que ordena tudo e todos, e tanto está presente na estrutura de um átomo, ordenadíssima, como numa estrutura Divina do Universo, divinamente ordenado.

Sua qualidade ordena a evolução e por isso ele é tido como o senhor dos caminhos (das vias evolutivas). Seu outro aspecto está ligado à religiosidade da Lei Maior que independe de nós para ser aplicada em nossas vidas, é só sairmos do caminho RETO para sermos tolhidos de suas irradiações retas e cortantes. Nas suas irradiações retas são simbolizadas por Sete Lanças e as cortantes Sete Espadas, sua proteção “legal” pelos Sete Escudos. O seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção.

2582512096_d448556a3c Ogum e Iansã são Regentes do Mistério Guardião e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos, eles formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais, pois são regentes dos pólos positivos, dos neutros, dos tripolares e dos negativos.

Então irmãos leitores, onde estiver um Ogum, lá haverá os “olhos” da Lei atuando com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

A hierarquia reta de Ogum, dentro da Umbanda é composta de 21 Oguns intermediários Regentes dos pólos magnéticos:

Sete pólos positivos; Sete pólos são neutros, mas não são opostos aos positivos; Sete tripolares, faixa neutra que é horizontal.

As hierarquias desses Sete Oguns Naturais intermediários tripolares são gigantescas. Para que haja uma noção, podemos citar que o tripolar Ogum da Àgua projeta-se um Ogum Marinho, Ogum Sete Ondas e Ogum Beira-Mar; Ogum da Terra projeta-se em Ogum Megê, Ogum das Passagens projeta-se em Ogum de Ronda, Ogum dos Minerais projeta-se em Ogum das Pedras, Ogum do Ferro e Ogum Sete Correntes (minerais).

1º Ogum Tripolar – Ogum do Cristal (Ogum Matinata);

2º Ogum Tripolar – Ogum Mineral (Ogum Iara);

3º Ogum Tripolar – Ogum do Vegetal (Ogum Rompe Matas);

4º Ogum Tripolar – Ogum do Fogo (Ogum de Lei);

5º OgumTripolar – Ogum do Ar ( Ogum Ventania);

6º Ogum Tripolar – Ogum da Terra (Ogum Megê);

7º Ogum Tripolar – Ogum da Água (Ogum Marinho).

Oguns cósmicos ou que atuam nos pólos magnéticos que surgem do entrecruzamento das linhas de forças verticais (irradiação) com as correntes eletromagnéticas (vibrações).

1º Ogum do Tempo – regido por Oiá;

2º Ogum Sete Cobras / Sete Caminhos - regido por Oxumarê;

3º Ogum Rompe Solo – regido por Obá;

4º Ogum Rompe Nuvens – regido por Iansã;

5º Ogum Corta Fogo – regido por Egunitá;

6º Ogum Sete Lagoas – regido por Nanã;

7º Ogum Naruê – regido por Omulú.

ogumvermelho Esses Oguns cósmicos assumiram, na Umbanda a missão de formar as linhas de “Exus de Lei”. Sendo que o Divino Guardião Cósmico que rege a dimensão natural é MEHOR-YÊ, o Guardião Cósmico que polariza com Ogum nos pólos masculinos da linha de força que forma o mistério “Guardião da Lei”. Podemos dizer que os Exus são sustentados pelo mistério Ogum. Vamos agora as oferendas rituais de Pai Ogum:

- Cerveja branca, cravos vermelhos, uva rubi, figo, manga espada, velas branca, vermelha e azul escuro, tudo depositado em um campo aberto, pois seu ponto de força são todos os caminhos abertos.

Os elementos de Ogum: Espadas, adagas, lanças, escudos.

Seu minério: Ferro. As Pedras: Rubi, granada, hematita e a magnetita.

Suas ervas e folhas são: Espada de São Jorge, eucalipto, carqueja, losna, arruda (macho), folha de pitanga, aroeira, jurubeba, tansagem, etc.

Irmãos leitores, quando vocês precisarem da Potência e do Magnetismo Ogum na sua vida, ele o auxiliará na abertura de caminhos, situações de perigo, ordenando e direcionando quando se sentir sem rumo, cortando e anulando magias negativas, nos trazendo potência, força de seguir em frente e proteção em todos os sentidos.

Autor: Fernando Sepe

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quaresma: Trabalhar ou não?

quaresma Você sabe se devemos trabalhar na quaresma? Alguns pensam que sim e que é importante, outros já acham que não, que é melhor o terreiro ficar fechado, seja por quais motivos forem.

No Juca saiu um artigo muito interessante que trata isso e – lógico – compartilharei com vocês, porque conhecimento nunca deve ser retido e sim compartilhado.

Quaresma – Sim, devemos trabalhar durante a quaresma!

9550dfe123246ea3003458f7101d029f A Umbanda e o Candomblé tem tudo a ver com o período colonial brasileiro, ou seja, com a época que, para a vergonha de todos nós, o poder branco europeu instituiu a escravidão dos negros para a salvação de suas almas. Dizia-se que escravizar era a forma de fazer com que os negros, e consequentemente suas crenças nos Orixás africanos, se tornassem bons cristãos para salvarem suas almas. Com esse pensamento hipócrita e depois de fracassarem nas tentativas de escravizar os índios brasileiros, a Igreja Católica Apostólica Romana, atendendo às solicitações do Bispo espanhol Dom Bartolomeu de Las Casas, conseguiu do Papa a autorização para que se importassem da África, os negros escravos, alegando que a igreja de Cristo não que se fizesse escravo um homem livre, mas nada tinha a opor que se utilizasse (ou que se comprasse, como se fosse qualquer mercadoria) um homem que já era escravo. Desta forma, contrariando o verdadeiro ensinamento de Cristo, a igreja importou milhões de negros nos quatro séculos que durou a escravidão. Depois o Papa pediu perdão e tudo ficou por isso mesmo...

Ironias e hipocrisias à parte, as cortes europeias, com o apoio dos padres, durante mais de quatrocentos anos tentaram impor aos negros, mestiços e mesmo aos brancos desafortunados, seus valores e sua religião mesmo que, invocando Nosso Senhor Jesus Cristo, mantivesse a riqueza da nobreza europeia à custa da dor, do sofrimento e de sangue destes infelizes africanos. Obrigados a se tornarem cristãos, os negros tinham que renegar suas crenças ao tomarem nomes cristãos e ao cumprirem todo o ritual cristão para não serem punidos pelos senhores brancos.

20080513debret-cafe1 Quatrocentos anos de escravidão tornaram o Brasil um país de mestiços. Cinquenta por cento, ou mais, de sua população é de origem africana. Por isso é que, mesmo mantendo por todo esse tempo sua verdadeira crença nos Orixás, foi preciso esconder suas práticas religiosas nos rituais cristãos. Nosso Calendário Litúrgico é cristão, então, São Jorge passou a ser Ogum; Nossa Senhora virou Iemanjá, Oxum e assim por diante, sempre ocultando dos brancos suas verdadeiras crenças pois sabiam que, se um dia conseguissem se libertar, só seriam aceitos de volta em sua terra se mantivessem seu próprio idioma, suas crenças, seus hábitos e costumes. Como parte dessa cultura religiosa IMPOSTA ficou para nós o já elaborado Calendário Cristão e, como ponto alto desse mesmo calendário, está a prática medieval de se observarem os quarenta dias de resguardo da Quaresma que antecedem a Sexta-Feira Santa e a Páscoa.

A princípio a igreja se mantinha de luto por quarenta dias, começando na Quarta-Feira de Cinzas. Os altares e as capelas menores eram cobertos com panos roxos (Nana?). Toda atividade artística alegre cessava e os Terreiros que funcionavam escondidos, temendo represálias por serem descobertos, cessavam suas atividades. Considerando que as atividades com os chamados Guias de Luz e com os Orixás estão paradas valem-se disso os que trabalham nas sombras, os espíritos dos malignos que aproveitam-se de estarem desprevenidos os homens bons para promoverem o mau.

A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar os Filhos de Fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o Preto-Velho, o Caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mau feito, estaremos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos. É preciso URGENTEMENTE esclarecer que a Quaresma não é Afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição nos assegura o direito de liberdade de crença e os padres já não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição.

Autor: Babalaô Ronaldo Antônio Linares
Federação Umbandista do Grande ABC

 

E aí, vocês concordam? Discordam? Sabiam disso? Qual o parecer de vocês? Deixe nos comentários e eu ficarei muito feliz :D

Até a próxima postagem :D

#EuCarregoaBandeiradeOxalá

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Orixás

Escolhendo entre os textos que tenho pra postar encontrei dois sobre orixás que acho que de certa forma se completam portanto colocarei os dois aqui. Boa leitura e aprendizado! :D

orixas (1)

Orixás

“A Ciência Divina nos ensina que tudo o que Deus projeta tem dupla polaridade”

O Criador não se contradiz em suas Leis e o mesmo que verificamos aqui em nosso plano é fato no “Plano das Divindades”, nossos amados Orixás, onde: Uns são de natureza Masculina e outros de natureza Feminina, uns são de magnetismo positivo e outros de magnetismo negativo, uns são passivos e outros ativos, uns são irradiantes e outros absorventes, uns são cósmicos e outros universais . A classificação, de cósmico e universal, é feita para que possamos distingüir sua forma de atuação, onde:

Os Orixás Cósmicos são considerados ativos pois atuam de forma intensiva a fim de transformar o ser, são monocromáticos e “impõem as suas cores a tudo o que tocam ou trespassam” chegando a alterar a cor original de algo ou alguém; irradiam-se em um único padrão vibratório e só chegam a quem estiver vibrando no mesmo padrão.

Os Orixás Universais são considerados passivos pois atuam no sentido de ressaltar as qualidades já encontradas no ser, são multicoloridos e assim valorizando as cores originais de algo ou alguém; irradiam-se em todos os padrões vibratórios e chegam a todos.

O Criador se manifesta para nós de forma sétupla, em sete irradiações, e para cada uma delas encontraremos um par de Orixás assentados, onde um a manifesta de forma cósmica e outro a manifesta de forma universal, onde um é masculino e outro feminino. Com o tempo, paciência e amor, entenderemos melhor a atuação das Divindades em nossa vida, veremos as qualidades de Deus nelas, e as reconhecendo no semelhante, aprenderemos a ter mais respeito, amor e compaixão pelo próximo. Deixemos de ver os defeitos e passemos a procurar as qualidades de nossos irmãos, a Umbanda nos ensina, sejamos dóceis às orientações do Alto.

Autor: Alexandre Cumino

os orixas

Orixás de Frente, Ancestral e Adjunto

Orixá Ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que este foi gerado por Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutável e eterna. Poderemos reencarnar mil vezes e sob as mais diversas irradiações, e nunca mudará nossa natureza íntima.

Orixá de frente é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção no qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno permanente.

Orixá Adjunto é aquele que forma par com o Orixá de frente, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando ao seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.

A cada encarnação, há troca de regência de encarnação. E nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os Orixás.

Na ancestralidade, todo ser macho é filho de um Orixá masculino e todo ser fêmea é filha de um Orixá feminino.

Existem sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas tão marcantes que é impossível ao bom observador não vê-las nas pessoas.

Podemos identificar a ancestralidade de alguém observando o olhar, as feições, os traços, os gestos, a postura etc., pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência de encarnação, mas não anulada por ela.

Podemos identificar o Orixá Adjunto nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é por intermédio do emocional que ele atua.

Autor: Rubens Saraceni

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quem és Exu?

img_thamuz Quem és, oh Elegbara!? Que com teu falo em riste deixava estupefatos os zelosos sacerdotes do clero católico. Só pode ser o demônio infiltrado nestas tribos primitivas que habitam o solo árido da África, gritavam os inquisidores preocupados. Negros sem alma, que só pensam em se reproduzir, em ofertar para a fertilidade da lavoura, levem-nos para o Brasil e vendam-nos como escravos que lá aprenderão as verdades dos céus. Cá chegando, quem és, Exu, "orixá" amaldiçoado pela dualidade judaico-católica, que não pôde ser sincretizado com os "santos" santificados pelos papas infalíveis...

Quem és, Exu, que os homens da Terra determinam que não é santo e por isto é venerado escondido no escuro das senzalas e seus assentamentos ficam enterrados em locais secretos?

Quem és, Exu, que o vento da liberdade que aboliu a escravidão "enxotou" para as periferias da capital de antanho?

Quem és, Exu, que o inconsciente do imaginário popular vestiu com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas, que por alguns vinténs, farofa, galo preto, charuto e cachaça, atende os pedidos dos fidalgos da zona central que vêm até o morro em busca dos milagres que os santos não conseguem realizar?

Quem és, Exu, que continua sendo "despachado" para não incomodar o culto aos "orixás"? Exu, é entidade?

Então não entra dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações. Aqui não tem lugar para egum...espírito de morto... Exu, fique na tronqueira. Médiuns umbandistas pensem nos caboclos e pretos velhos, não recebam estes Exus, admoestam certos iniciados chefes de terreiro. Eles são perigosos para os iniciantes. Sim, estes iniciantes e iniciados que pelo desdobramento natural do espírito durante o sono físico vão direto para os braços do seu quiumba - obsessor- de fé, e saem de mãos dadas para os antros de

sexo, drogas, jogatinas e outras coisitas prazeirosas do umbral mais inferior. Noutro dia, sonolentos e cansados do festim sensório, imputam a ressaca ao temível Exu.

Oh! Quantas ilusões!!!!!!

Afinal, que és tu, Exu?

Por que sois tão controverso?

Eu mesmo vos respondo...

Iah, ah, ah, ah....

Não sou a luz...

Pois a luz cristalina, refulgente, só a de Zambi, Olurum, Incriado,

Deus, seja lá que nome vocês dão...

Não sou a luz...Logo sou espírito em evolução.

Esta não é uma peculiaridade nossa, só dos Exus, mas de todos os espíritos no infinito cosmo espiritual. Afirmo que não existe espírito evoluído, como se fosse um produto acabado. Todos os espíritos, independente da forma, estão em eterna evolução, partindo do pressuposto que só existe um ser plenamente perfeito, um modelo de absoluta perfeição, o próprio Absoluto, Deus. Assim, perante os "olhos" de Olorum, sou igual aos pretos velhos, caboclos, baianos, boiadeiros, ciganos, orientais... As distinções preconceituosas ficam por conta de vocês.

Não sou a luz, mas tenho minha própria luminosidade, qual labareda de uma chama maior, assim como todos vós. Basta tirar as nódoas escuras do candeeiro que vos nublam o discernimento que podereis enxerga-la, lá dentro de vós, o que chameis de espírito. Há algo que me distingue dos demais espíritos. É o fato de eu não estar na luz. Meu habitat é a escuridão. Os locais trevosos onde há sofrimento, escravidão, dominação coletiva, magismo negativo, castelos de poder alimentados pelo mediunismo na Terra que busca a satisfação imediata dos homens, doa a quem doer. O que eu faço lá?

Eu, um Exu, entre tantos outros, levo a luz às trevas, qual cavaleiro com estandarte em punho. Dentro da lei universal de equilíbrio, eu abro e fecho, subo e desço, atuo na horizontal e na vertical, no leste ou no oeste, atrás e na frente, encima e embaixo, impondo sempre o equilíbrio às criaturas humanizadas neste planeta, encarnados e desencarnados aos milhões. O Cosmo é movimento, nada está parado, nada é estático. Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar- se...

Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar até as retinas...Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força.... Iah, ah, ah... Este equilíbrio não se prende as vontades humanas e aos vossos julgamentos de pecado, certo ou errado, moral ou imoral. Eu atuo no contínuo temporal do espírito e naquilo que é necessário para a evolução. Se tiverdes programado nesta encarnação serdes ricos, o será com axé de Exu.

Se for o contrário, se em vida passada abusou da riqueza, explorou mão de obra, matou mineiros e estivadores de canaviais, e é para o equilíbrio de vosso espírito serdes mendigo, nascerás em favela sentindo nas entranhas o efeito de retorno, com axé de vosso Exu que vos ama, assim como um elástico que é puxado esticando e depois volta à posição de repouso inicial, estarei atuando para que seja cumprida a Lei de Harmonia Universal, mesmo que "julgueis" isto uma crueldade. Eu, Exu, vos compreendo. Vós ainda não me compreendeis.

Eu sou livre, livre e feliz. Vós sois preso, preso e infeliz no ciclo das reencarnações sucessivas.

Eu dou risada. Iah, ah, ah, ah !!!! Sabe por quê?

Porque eu sei que no dia que o Sol não mais existir, vosso planeta for mais um amontoado de rocha inerte vagando no cosmo, estaremos vivos, vivos, muito vivos, evoluindo, evoluindo, sempre evoluindo. Assim como vim para a Terra como caravaneiro da Divina Luz há milhares de anos atrás, assim iremos todos para outro orbe quando este planeta "morrer".

Quando este dia chegar, vós estareis um pouco menos iludidos com as pueris verdades emanadas dos homens e seus frágeis julgamentos religiosos. Eu, Exu, vou trabalhar arduamente para quando este dia chegar, vós estejais menos iludidos e quem sabe livre da prisão do escafandro de carne, assim como eu sou livre, livre, livre e feliz.

Iah, ah, ah, ah, ah.

Ditado pelo Guardião Pinga Fogo

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Caboclo Pena Branca

Caboclo Pena Branca: O irmão universal, um caboclo sem fronteiras

22378243Em 1929, o poderoso cacique Pena Branca, líder dos índios Yaqui do México, liderou uma revolta contra a opressão e a injustiça que vitimavam o seu povo. Desde este momento, nas terras americanas, o mito desta grande entidade nasceu. Pena Branca é hoje um símbolo de liberdade, autenticidade e fraternidade.

Entrando em contato com muitos irmãos de cultos afro-indígenas do México, Caribe e Estados Unidos, fiz esta pergunta a mim mesmo :

-"Será nosso Caboclo Pena Branca, esta mesma entidade ou um representante dela ? "

Certa vez, perguntei ao irmão Alberto Salinas, curandeiro e médium de uma tradição espiritualista mexicana, quais as principais entidades que incorporavam em seu templo. O primeiro nome que ouvi foi : Pena Branca. Em seguida, comentei que no Brasil, também incorporava um índio do mesmo nome. Ele não se surpreendeu e disse que outros "penas" também frequentavam sua sessão de cura, nada impedindo que fossem as mesmas entidades.

Longe dali, no Caribe, existe uma religião chamada de Vinte e Uma Divisões (ou Vinte e Uma Linhas) que é muito parecida com a nossa amada Umbanda. Nos terreiros deste culto, trabalham destemidos espíritos de índios, pretos velhos, exus (ali chamados de candelos) e outros espíritos familiares. Na Linha de Índio Bravo, uma das Vinte e Uma Linhas, encontramos também nosso velho amigo : Pena Branca !

Ali ele baixa, firme e elegante, dando brados e vivas imponentes. Com ele, também incorporam Águia Branca, Índio da Paz e outros "penas" : Pena Azul, Pena Negra, Pena Amarela, etc... Coincidência ?

Nos estados sulistas dos Estados Unidos, existem algumas igrejas espíritas.... Coisa bem diferente, pois por fora parece um templo evangélico e por dentro um terreiro. Os pastores são médiuns e bem íntimos com as manifestações do Mundo Invisível.

O espírito principal que chefia estas igrejas, as vezes chamadas de Igrejas Espiritualistas Africanas, é o Chefe Índio Falcão Negro. Quando o Chefe Falcão se manifesta, ele puxa outros companheiros das aldeias do astral, como Nuvem Vermelha, Águia Negra (nomes de chefes indígenas que existiram) e entre eles está : Pena Branca ! Mais coincidência ?

caboclo_penabranca Algumas fraternidades esotéricas americanas, que cultuam os Mestres Ascencionados como Saint Germain, El Morya e outros bem conhecidos da Nova Era, conhecem um belo Mestre curador. Ele aparece como um índio banhado em branca e luminosa luz, dando sábios conselhos e mensagens. Seu nome ? Mestre Pena Branca. Olha ele aqui de novo....

Em algumas ilhas do Caribe existe um culto chamado Obeah, de origem africana. Dentro dele são celebrados os mistérios dos espíritos de origem indígena taino, etnia local. Existem muitas entidades indígenas, a maioria com comportamento muito arredio e nomes de animais, como Cobra Verde, Pantera Negra, Jaguar Dourado e etc...

Quando incorpora a Falange do Povo Alado, simbolizada pelos pássaros e morcegos, um deles tem um destaque especial. Este espírito se apresenta sério, compenetrado, usa tabaco fortíssimo e uma pena branca na cabeça. Como é chamado ? Índio Pena Branca. Pois então, novamente o encontramos.

Na Venezuela existe um culto belíssimo, semelhante em tudo com a Umbanda de nossa terra. Tem caboclo, preto velho, exu, marinheiro, Orixás e tudo de bom. É a tradição de Maria Lionza, a Rainha Mãe da Natureza.

Na Linha Índia, comandada pelo famoso espírito do Cacique Gaicaipuro, incorporam centenas de caboclos venezuelanos e americanos. Eles trabalham com pemba, bebidas diversas, água, cocares, maracás e todo o aparato ameríndio. Chegam bradando e saudando o povo, que procura semanalmente os irmandades em busca de alívio, socorro material e espiritual.

Certo dia em Bonaire, uma ilhazinha perto da Venezuela, eu participava de um culto de Lionza. Perto do congá, estava um rapaz incorporado com um caboclo. Atento, o índio ouvia pacientemente uma velha senhora e a limpava com um maço de ervas perfumadas. A senhora chorava muito e tremia. No final da sessão, o semblante dela havia mudado. Feliz, ela sentou-se no banco da assistência e orava agradecida.

chefe-caboclo-pena-branca12 Curioso, eu me aproximei e perguntei o nome da entidade que a atendeu. A velha irmã respondeu com reverência. Adivinhem o nome do caboclo. Ele mesmo, o grande índio Pena Branca !

O tempo passou e a pergunta ainda batia dentro da minha cabeça. Será que é o mesmo Pena Branca ? Terá este caboclo conhecido da Umbanda viajado tanto assim ? Afinal, ele é mexicano, americano ou brasileiro ? Quem, afinal, nasceu primeiro, o Pena Branca daqui ou de lá ? Inquietações de um pesquisador, pois os afilhados e médiuns de Pena Branca não ficam, creio eu, tão preocupados com a sua origem.

Uma bela noite, em um modesto e tranquilo terreiro umbandista do interior paulista, acontecia uma gira de caboclo. A líder do terreiro abriu o trabalho e incorporou. Seu Pena Branca estava em terra, em todo o seu esplendor e força. Fiquei atento, lembrei-me do Caribe e pensava em tudo isso que agora escrevo aqui. O caboclo Pena Branca riscou seu ponto, pediu um charuto, deu algumas ordens ao cambono e olhou para onde eu estava. Senti uma estranha energia percorrer minha espinha. Ele continuou olhando e acenou. Me levantei e acenei de volta.

Foi então que ele falou :

- Filho, era eu, lembra ? Tem aí um maço de ervas bem cheiroso para mim ?

Salve Seu Pena Branca !

Autor: Ras Adeagbo

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